Número de imigrantes ilegais na União Europeia cai para metade em 2012

Metade dos imigrantes ilegais detectados pela Frontex entra na União Europeia através da rota do Mediterrâneo Oriental, pela Grécia, Bulgária e Chipre.

O número de imigrantes ilegais na União Europeia (UE) diminuiu 49% em 2012 face ao ano anterior, segundo o relatório anual de riscos de 2012 divulgado pela agência europeia para a segurança das fronteiras limítrofes da UE, a Frontex. Foi a primeira vez que este número ficou abaixo dos 100 mil desde 2008, ano em que a contagem começou a ser feita.

Os 141.051 imigrantes detectados em 2011 diminuíram agora para 72.437 em 2012. Para isto, diz o relatório, em muito contribuiu a operação Aspida, "escudo" em português, levada a cabo pelas autoridades gregas junto à fronteira com a Turquia.

A operação envolveu um reforço do policiamento em 1800 agentes junto à fronteira, o que levou a uma diminuição drástica do número de imigrantes que tentaram entrar ilegalmente no espaço europeu. De cerca de 2000 pessoas por semana a entrar de forma ilegal na Grécia pela fronteira com a Turquia, o número desceu para 10 por semana em Outubro, graças à operação em causa, refere o relatório.

Na zona do Mediterrâneo Central, o número de indivíduos ilegais descobertos em 2012 diminuiu 82%, de 59 mil em 2011 para 10.379 no ano passado, sendo que o maior número provém da Somália. Este dado pode ser justificado pelo período da Primavera Árabe, em 2011, onde se registou um maior número de imigrantes.

Na rota do Mediterrâneo Ocidental, a utilizada pelos imigrantes vindos do Norte de África para o Sul de Espanha, foram encontradas 6397 pessoas em situação irregular, o que significa um decréscimo de 24% face a 2011.

Nas oito rotas categorizadas pela agência, apenas três viram o número de detecções aumentar. A rota do Mediterrâneo Oriental foi das que registaram uma maior queda, com menos 19.800 imigrantes detectados.

Quando analisados por nacionalidade, quase um em cada três imigrantes que entra ilegalmente na União Europeia provém do Afeganistão.

Segundo o relatório, há pessoas na fronteira entre a Grécia e a Turquia que estão à espera que a operação das autoridades gregas termine para entrar ilegalmente no espaço da UE. Os riscos da imigração ilegal continuam elevados, especialmente nesta fronteira e nos países do Norte de África e do Médio Oriente.

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