Hospitalizado o autarca espanhol que leva a cabo greve de fome

Angel Vadillo está a protestar em frente ao Ministério da Indústria Carlos Rosillo

Angel Vadillo é um homem teimoso: o presidente de um pequeno município da Estremadura, perto de Badajoz, continua a sua greve de fome que dura já há 88 dias contra o corte dos subsídios do Governo espanhol na área das energias renováveis.

Hoje foi hospitalizado por problemas cardíacos. Os médicos que todos os dias vão verificar o seu estado de saúde já tinham alertado para que este começava a dar sinais de grande deterioração.

Vadillo, que se tem mantido graças a água com mel (“oito litros por dia”, contou à revista alemã Der Spiegel) protesta contra os cortes que apenas no seu município, Albuquerque, de 5500 habitantes, vão custar 850 empregos, diz. E não só: também causaram um corte nas receitas fiscais na localidade, o que faz com que já não seja possível levar a cabo vários projectos sociais, incluindo um lar de terceira idade e um programa de emprego para deficientes.

O corte nos subsídios significará uma poupança de cerca de 160 milhões de euros em 2012, sublinha o Ministério da Indústria. Estima-se que custará, no entanto, o emprego a 10 mil pessoas em todo o país.

Vadillo acusa as autoridades de Madrid de aproveitarem a crise para “impor as suas políticas conservadoras”. A sua luta original (primeiro foi a pé até Madrid, agora está numa carrinha em frente ao Ministério da Indústria) fez com que fosse dada alguma atenção à questão.

O autarca já disse que eventualmente poderá acabar a greve de fome. Mas mesmo depois da hospitalização, mantinha o protesto. Terá alta quando os médicos acharem que a sua vida já não corre perigo.

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