Lado a lado colocaram uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido em Paris, mas enquanto Nicolas Sarkozy diz querer ser agora “um francês entre os franceses”, François Hollande já se prepara para debater com Merkel a crise europeia.
O Presidente eleito da França terá Berlim como primeiro destino depois de tomar posse a 15 de Maio e Angela Merkel já tinha dito após as presidenciais de domingo em França que receberá o novo Presidente “de braços abertos”. Pouco depois, a chanceler alemã dirigiu uma carta a Hollande em que o felicita e depois lhe lembra a necessidade de os dois países tomarem “as decisões necessárias” para o futuro da Europa, diz a AFP.
“Compete-nos tomar as decisões necessárias para a União Europeia e a zona euro, a fim de prepararmos as nossas sociedades para o futuro e reforçar a sua prosperidade”, sublinhou Merkel, que apoiou publicamente a campanha de Sarkozy e já tinha rejeitado qualquer renegociação do tratado que estabelece a disciplina orçamental na UE. Hollande defendeu durante a campanha que se deve debater a questão do crescimento no espaço europeu onde vários países enfrentam duras medidas de austeridade.
O Presidente eleito da França tem também na agenda a participação na cimeira do G8 e da NATO, que decorre de 18 a 21 de Maio nos Estados Unidos, bem como a reunião extraordinária de líderes europeus em Bruxelas no dia 23. Mas nesta terça-feira interrompeu a preparação destes encontros para o encontro com Nicolas Sarkozy no Arco do Triunfo em Paris, onde em cada 8 de Maio é assinalada a vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial.
“Esta é a imagem de união que deve existir. Presidente ainda em exercício, Presidente eleito que irá assumir as suas responsabilidades a 15 de Maio, tínhamos que estar, um e outro, presentes nesta cerimónia”, disse Hollande aos jornalistas.
Centenas de pessoas deslocaram-se ao Arco do Triunfo para a cerimónia que acabou por ser também uma despedida de Sarkozy. Nos próximos dias Hollande irá preparar o novo Governo e o nome do primeiro-ministro será anunciado logo após a tomada de posse, sendo Jean-Marc Ayrault, Martine Aubry e Pierre Moscovici três nomes que têm sido referidos pela imprensa.

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