O Presidente francês, François Hollande, admitiu esta quinta-feira que está numa situação “difícil” quando a sua popularidade caiu em flecha e está apenas em 36%.
A taxa de desemprego que sobe com cada vez mais despedimentos e o encerramento de empresas contribuíram para esta queda.
A taxa de aprovação de Hollande após quase seis meses de mandato é a menor que um Presidente regista após seis meses no cargo desde há muito tempo. O caso mais semelhante é o de Jacques Chirac que desceu para 37% em 1995. Nicolas Sarkozy, por exemplo, tinha descido um pouco, para 53%, quando fez seis meses no cargo em 2007.
“O exercício do poder é actualmente muito difícil”, disse Hollande numa entrevista ao diário Le Monde. “Já não há tolerância, respeito. Mas eu sabia isso”, comentou.
Hollande, que disse que não “gostava dos ricos”, cumpriu a sua promessa eleitoral de um imposto de 75% em rendimentos excedendo um milhão de euros anuais.
“Por que é que o Sr. Normal, um tipo comum e decente que prometeu pôr em ordem o enorme défice mantendo-se justo para os pobres e afectados pela crise, caiu tanto e tão depressa?”, perguntava no Guardian a correspondente do diário em Paris, Angelique Chrisafis.
Não se trata de animosidade pessoal (como acabou por acontecer com Sarkozy). “É a política, mais concretamente o seu modo de fazer política, que está sob ataque”, escreveu. “A liderança socialista e o Governo são vistos como confusos, acusados pelos opositores de amadorismo e inacção”, explica a correspondente do diário britânico, notando que até o diário de esquerda Libération chamou recentemente a Hollande e ao seu primeiro-ministro Marc Ayrault (conhecido pelas suas gaffes e por ser depois alvo de contraditório dos seus próprios ministros) “Os Aprendizes”.

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