O funeral de Mohamed Merah, autor confesso dos ataques em Toulouse em que morreram sete pessoas, foi adiado 24 horas, depois de a Argélia ter recusado que a cerimónia fúnebre se realizasse neste país.
O adiamento foi anunciado pela autarquia de Toulouse, que considerou “inoportuna” a realização do funeral de Merah na cidade onde ocorreram os ataques em que morreram três militares e quatro alunos e um professor de uma escola judaica.
“Na sequência da recusa da Argélia em aceitar o corpo de Mohamed Merah, o presidente da autarquia Pierre Cohen considerou que o funeral em território da região de Toulouse não é oportuno”, adiantou a autarquia em comunicado.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu que "não se faça uma polémica" em torno do funeral de Merah e adiantou: "Ele era francês, que seja enterrado e que não se faça uma polémica disso".
Merah tinha 23 anos, era francês, filho de pais argelinos, e foi morto na semana passada após um cerco policial a sua casa que durou mais do que 30 horas. Confessou ter ligações à Al-Qaeda e ser o autor dos ataques que ocorreram a 11, 15 e 19 de Março, os dois primeiros contra militares e o último na escola judaica onde morreram três crianças e um dos seus professores.
O seu funeral estava previsto para esta quinta-feira, pelas 15 horas, e o seu pai tinha pedido que se realizasse na Argélia, o que acabou por ser recusado pelas autoridades argelinas.
O presidente da câmara da aldeia argelina de Bezzaz, onde o pai de Merah queria que este fosse enterrado, e onde se esperava que o corpo chegasse nesta quinta-feira, recusou o pedido por razões de segurança, esclareceu Abdallah Zekri, conselheiro da grande Mesquita de Paris, que estava em Toulouse para tratar do funeral.

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