Um dia depois de o Exército do Chade ter reivindicado a morte do argelino Mokhtar Belmokhtar, líder de uma dissidência da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e dias depois de a imprensa francesa e o Presidente do Chade terem anunciado a morte de outro importante membro do grupo responsável pelo ataque ao campo de extracção de gás de In Amena no Sul da Argélia, Abu Zaid, o Exército francês ao mais alto nível veio explicar que a morte de Zaid era “provável” mas que sobre ela não podia haver certezas por não ter sido encontrado o corpo.
Uma fotografia em local desconhecido de Abdelhamid Abu Zaid, que é um dos líderes da AQMI, foi difundida em Dezembro pela rede de comunicação Sahara Media, ainda antes do ataque ao complexo de In Amenas, em Janeiro, que terminou com a morte de dezenas de reféns, quase todos estrangeiros. Na passada quinta-feira, a estação privada de televisão da Argélia Ennahar TV anunciou a morte deste líder com mais outros 40 combatentes islamistas em combates no Norte do Mali. E esta segunda-feira, a França, pela voz do almirante Edouard Guillaud, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), não confirmou a morte mas disse que esta era "provável".
Entrevistado pela rádio Europe 1 e questionado directamente sobre a eventual morte de Abu Zaid, o almirante Guillaud respondeu: “É provável, mas só provável. Não temos a certeza até ao momento, mas seria uma boa notícia.” As palavras do almirante são a primeira indicação do Governo francês de que Abu Zaid morreu em combate no Norte do Mali, onde o Exército do Chade é o principal parceiro na intervenção militar francesa lançada, por iniciativa do Presidente francês François Hollande, para impedir o avanço de grupos rebeldes radicais.
Familiares de reféns à espera de informações
Por não ser confirmada, a informação da morte de Abu Zaid e de Mokhtar Belmokhtar não está a ser comentada pelos familiares dos 15 franceses tornados reféns, desde 2010, alguns dos quais pelo AQMI na região do Sahel e outros no Nordeste do Mali, palco de combates.
Sobre o local onde estarão os reféns, o chefe das forças francesas disse “não ter qualquer informação”. Considerou “possível” que tenham sido deslocados e “dispersados mas não necessariamente para um outro país” e garantiu, nesta entrevista à Europe 1, citada pela AFP, que não estão certamente onde as forças francesas "combatem".

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