Há um par de dias que as redes sociais insistiam que estava morto e que o mundo deveria esperar, a qualquer momento, o anúncio oficial. A família teve que falar publicamente — Fidel Castro está vivo e mantém as rotinas diárias disse o filho, Alex Castro.
Citado por vários media cubanos, Alex Castro — que aproveitou estar a inaugurar uma exposição de fotografias em Guantánamo para esclarecer o equívoco — disse que o pai faz “ginástica para exercitar o corpo” e lê. “Mantém-se em forma”.
Fidel Castro, de 86 anos, tem cinco filhos. Outro deles, Dalia del Valle, confirmou as declarações do irmão. Os dois testemunhos foram publicados nos sites oficiais cubadebate.cu e cubasi.cu.
Em 2006, e por motivos de saúde, Castro saiu do poder, passando a governação da ilha ao irmão Raul. Desde então, o comandante da Revolução que em 1959 derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista, dedicou-se à escrita — publicou mais de 400 “reflexões” nos jornais cubanos — e a receber convidados estrangeiros.
A última das suas publicações data de 19 de Junho e as últimas vezes que surgiu em público foram a 28 de Março, quando o Papa Bento XVI visitou Cuba e esteve em Havana, e a 5 de Abril ao receber a dirigente estudantil chilena Camila Vallejo.
Mais de cinco meses fora dos holofotes foi o que bastou para os blogues cujos autores se centram na política cubana (muitos deles de dissidência) começassem a falar na morte de Fidel Castro.

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