Sete pessoas morreram nesta sexta-feira num bairro comercial de uma zona sunita de Bagdad, a capital iraquiana. Eleva-se assim para 58 o número de mortos em ataques na capital iraquiana só neste dia.
Este ataque, que feriu 20 pessoas, algumas com gravidade, tornou o dia o mais mortífero da violência sectária em dois meses.
A escalada de violência no Iraque aumentou desde que a população sunita iniciou protestos contra a discriminação e maus tratos - prisões arbitrárias e negligência para com os presos, por exemplo - por parte do governo xiita. Os protestos começaram em Dezembro do ano passado e foram, de início, pacíficos. Mas o número de atentados, contra a população sunita e xiita, aumentou depois da repressão de uma manifestação sunita no Norte, no dia 23 de Abril.
A bomba que explodiu ao final da tarde teve como alvo a população xiita. Horas antes, duas explosões tiveram lugar junto a mesquitas sunitas nos arredores da cidade quando os fiéis saiam da oração. Uma outra bomba explodiu num funeral de um xiita morto na Síria.
O homem, Mohammed Aboud, morreu junto nos arredores de Damasco, a capital da Síria. Os que participaram no funeral contaram à Reuters que Aboud viajara para o Irão há dois meses, voando depois para a Síria para participar na guerra civil daquele país - iria proteger os lugares onde estão sepultados homens santos xiitas (a elite governante da Síria pertence a um ramo xiita, os alauítas; a maioria da população do país é sunita) dos ataques da oposição. Foi morto junto ao santuário Sayida Zeinab que se acredita ser a sepultura de uma neta do profeta Maomé.
Oficialmente, o Iraque é neutral em relação à guerra civil na Síria.

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