Dois enfermeiros uruguaios acusados de praticarem eutanásia a vários doentes

Dois enfermeiros uruguaios foram formalmente acusados de terem induzido a morte a vários doentes em dois hospitais da capital do país, Montevideu.

De acordo com a BBC, os dois homens - cuja identificação não foi revelada - foram detidos após uma investigação policial de dois meses.

Um terceiro enfermeiro foi acusado de ter escondido provas.

O juiz responsável por este caso afirmou que os dois acusados admitiram um total de 16 mortes induzidas mas que poderão ser considerados responsáveis por outras tantas dezenas.

Alguns órgãos de comunicação social noticiam que cerca de 50 pessoas poderão ter morrido à conta dos dois enfermeiros que, aparentemente, não agiram em parceria.

A advogada de um dos enfermeiros afirmou que o seu cliente agiu por razões humanitárias. Ele está “consciente das suas acções” e “confessou-se plenamente ao juiz”, indicou a advogada Ines Massiotti.

O Ministério Público indicou que as mortes alegadamente cometidas pelos acusados ocorreram na unidade de cardiologia do Hospital Maciel e na unidade de cuidados intensivos do hospital Spanish Mutual Care.

Os enfermeiros praticavam as eutanásias combinando a utilização de medicamentos com outros procedimentos.

De acordo com a Associated Press, um inspector da polícia indicou que um veneno oriundo do Brasil foi usado em doentes que estavam em estado considerado crítico.

Os investigadores consideram, porém, que nem todos os doentes estavam em estado terminal quando foram mortos.

Um porta-voz de um dos hospitais envolvidos neste escândalo disse que as mortes são a consequência de um “comportamento psicopata”, escreve a BBC.

Notícia corrigida às 12h50: Corrigido o nome da capital Montevideu

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