Dilma Rousseff chegou nesta quarta-feira ao Haiti para abordar as questões da imigração e da ajuda aos refugiados, depois de uma visita a Cuba durante a qual assinou vários acordos comerciais e visitou Fidel Castro.
A Presidente do Brasil foi recebida no aeroporto de Port-au-Prince pelo Presidente haitiano, Michel Martelly, e pelo primeiro-ministro Garry Conille. Logo depois seguiu para o palácio presidencial para negociações que deverão centrar-se na ajuda do Brasil aos refugiados causados pelo terramoto que devastou o país em 2010.
Na segunda-feira, o Brasil anunciou uma ajuda de 500 mil dólares a 4000 imigrantes haitianos que pediram visto de residência no Brasil. Desde o terramoto, milhares de haitianos chegaram aos estados do Acre ou do Amazonas, vindos do vizinho Peru. O Governo brasileiro prometeu dar 1200 vistos a haitianos que já estão no país e anunciou que atribuirá um máximo de 100 vistos por mês. É também o Brasil que lidera a missão militar da ONU no Haiti.
Visita a Cuba
A chegada de Dilma Roussefff ocorreu poucas horas após uma visita a Cuba durante a qual a Presidente do Brasil esteve reunida com o Presidente Raúl Castro e com o seu irmão e antecessor Fidel Castro. Foram assinados acordos que conferem a Cuba um crédito de 400 milhões de dólares para a compra de comida e 200 milhões de dólares no âmbito de um programa para o desenvolvimento da agricultura, adiantou a Reuters.
O Brasil é um dos principais parceiros comerciais de Cuba, tendo o comércio bilateral entre os dois países atingido os 642 milhões de dólares em 2011. Destes, 550 milhões referem-se às exportações brasileiras.
A visita de Dilma Rousseff a Havana foi também marcada pela morte do dissidente cubano Wilman Villar, que se encontrava detido, e pela atribuição do visto para entrada no Brasil a Yoani Sánchez, autora do blogue Generación Y onde são publicadas duras críticas ao regime de Raúl Castro. Sobre este visto, a Presidente do Brasil disse que a autorização para Yoani Sánchez viajar “depende de Cuba”.
Rousseff evitou criticar as autoridades cubanas no que se refere a direitos humanos e disse apenas: “Que atire a primeira pedra quem não tiver telhados de vidro. Nós temos, no Brasil, e sendo assim concordo em falar de direitos humanos numa perspectiva multilateral.”

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