Cuba decidiu privatizar as barbearias e salões de cabeleireiro que não tenham mais do que três empregados e que desde 1968 pertenciam ao Estado.
Esta entrega a particulares de centenas de barbearias e salões de beleza até agora propriedade estatal poderá ser o início de uma privatização, há muito esperada, de uma série de pequenas empresas.
Os encarregados de tais estabelecimentos poderão de ora em diante alugar o respectivo espaço e pagar impostos, em vez de receberem um salário mensal por neles estarem a exercer a sua actividade.
O sector do pequeno comércio e serviços tem de há muito sido criticado pela forma pouco eficiente como tem estado a funcionar e pelos roubos nele verificados.
O Presidente do Conselho de Estado, Raul Castro, segundo secretário de um Partido Comunista em que o irmão mais velho, Fidel, continua a ser o primeiro secretário e, portanto, a autoridade máxima do país, está a tentar modernizar o sistema sem no entanto saltar pura e simplesmente para o capitalismo.
Em outros países comunistas, como a China e o Vietname, também desde há muito foram introduzidas reformas no mercado sem no entanto se deixar de manter o controlo político do Estado.
As primeiras reformas económicas de Raul Castro incluíram a entrega a agricultores particulares de terras estatizadas que não estavam a produzir ou a dar lucro.
Também já existem alguns taxistas que podem trabalhar por si, sem ter de estar integrados em nenhuma cadeia estatal. Prevê-se que a tendência se vá generalizando progressivamente a diversas áreas de serviços.
Num recente discurso à União dos Jovens Comunistas, o Presidente do Conselho de Estado reconheceu que a população está impaciente por mudanças, mas avisou que pretende avançar lentamente e com muita cautela.

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