Corpo de Chávez levado para o quartel que inspirou a sua revolução

O cortejo sai da Academia Militar em direcção ao "Quartel da Montanha", onde o corpo do ex-Presidente ficará, "por agora".

Hugo Chávez morreu no dia 5 de Março RONALDO SCHEMIDT/AFP

Milhares de pessoas estão nesta sexta-feira nas ruas de Caracas para acompanharem a trasladação do corpo de Hugo Chávez. Da Academia Militar, onde esteve uma semana, para o emblemático "Quartel da Montanha”, centro de comando do golpe de Estado militar liderado pelo então tenente-coronel Hugo Chávez, a 4 de Fevereiro de 1992.

Foi de lá que o aspirante a líder revolucionário proclamou o seu famoso discurso de rendição, que deixou uma frase para a história da Venezuela: "Companheiros, lamentavelmente, por agora, os objectivos que definimos não foram alcançados na cidade capital."

Numa cerimónia carregada de simbolismo, o corpo ficará, por agora, no edifício transformado em Museu da Revolução, no Bairro 23 de Janeiro, um bastião chavista.

Por agora, e ninguém sabe por quanto tempo — a Constituição determina que só poderá ser levado para o Panteão Nacional daqui a 25 anos, mas a Assembleia Constitucional deverá aprovar uma emenda para que o corpo de Chávez seja colocado ao lado do de Simón Bolívar o mais rapidamente possível.

Dois dias depois da morte de Chávez, que ocorreu a 5 de Março, foi anunciada a intenção de embalsamar o seu corpo, à semelhança do que aconteceu com os cadáveres de Lenine e Mao Zedong. Na quarta-feira, o Presidente interino, Nicolás Maduro, fez saber que esse plano não deverá ser concretizado, porque “a decisão deveria ter sido tomada muito mais cedo”.

Em 2008, num Aló Presidente gravado na cidade em que nasceu, Sabaneta, Chávez repetiu várias vezes: “Quando morrer, enterrem-me nesta savana.”

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