A Coreia do Norte confirmou ter detido um cidadão norte-americano que “cometeu um delito” contra o país onde entrou a 3 de Novembro como turista.
Os Estados Unidos disseram saber da detenção de um americano em Pyongyang no início da semana passada. Dias depois, o jornal sul-coreano Kookmin Ilbo, escrevia que se trata de Pae Jun-ho, um americano de origem coreana de 44 anos, responsável de uma agência de viagens.
De acordo com o jornal, um dos turistas que viajava com Pae transportava um disco rígido com dados sensíveis – imagens de execuções de dissidentes e desertores às mãos do regime liderado por Kim Jong-un desde a morte do pai, Kim Jong-il, há um ano.
“Durante o inquérito, as provas mostraram que ele cometeu um crime contra a DPRK [República Democrática Popular da Coreia, o nome oficial do país]. Ele admitiu o seu crime”, escreve a agência de notícias norte-coreana, a KCNA, citada pela AFP. “Em conformidade com a lei de procedimento criminal foi iniciada uma acção judicial” contra Pae, que “admitiu o seu crime”, acrescenta a agência.
Nos últimos anos, vários norte-americanos foram presos e depois libertados na Coreia do Norte, um dos países mais fechados do mundo, sob sanções internacionais e com o qual os EUA não têm relações diplomáticas.
Em 2010, o antigo Presidente Jimmy Carter conseguiu negociar a libertação de Aijalon Mahli Gomes, condenado a oito anos de trabalhos forçados por ter entrado ilegalmente no país; um ano antes, foi Bill Clinton a conseguir libertar duas jornalistas norte-americanas, Laura Ling e Euna Lee, presas pelo mesmo delito.
A prisão de Pae acontece num momento de renovadas tensões entre Washington e Pyongyang por causa do recente lançamento do que o regime norte-coreano diz ter sido um foguetão – os EUA dizem que se trata de um novo míssil balístico e consideraram o lançamento uma provocação.

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