Trégua na Síria não durou um dia

Rebeldes em Alepo, no início desta semana Fabio Bucciarelli/AFP

Bastaram algumas horas para que o cessar-fogo de quatro dias, aceite pelo regime de Damasco e pelos rebeldes do Exército Livre, fosse quebrado. A trégua tinha sido acertada para os quatro dias da celebração do Id al-Ahda, a festa que assinala o fim da peregrinação anual a Meca.

Na manhã desta sexta-feira, houve explosões em Homs, combates nos subúrbios de Damasco e perto da base de Wadi Deif, que os rebeldes estão a tentar tomar há semanas.

Foi nessa base – essencial para a ligação entre a capital Damasco e Alepo, capital económica e a cidade mais povoada –, que ocorreu por volta das 7h30 “a primeira violação do cessar-fogo”, garante o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Ouvido pela AFP, o presidente desta ONG da oposição, Rami Abdul Rahman, sustentou que entre esses combatentes estavam os islamistas da Frente Al-Nusra, um grupo que tinha dito que não cumpriria a trégua.

Mas nem o regime de Bashar al-Assad nem o Exército Livre, que agrega os principais grupos armados da oposição, comentaram ainda os combates desta sexta-feira.

Na véspera, as duas partes tinham decidido aceitar, ainda que com várias condições, a proposta do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi. Damasco tinha dito que não desencadearia acções ofensivas até à manhã de segunda-feira, mas avisou que haveria retaliações se os “grupos de terroristas armados” não fizessem o mesmo.

Além dos combates, o primeiro dia do Id al-Ahda está a ser marcado por protestos contra o regime em Al-Raqqa, em Deraa, onde já há registo de três feridos, em Damasco, em Alepo, em Deir Ezzor e em Idlib.

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