Pequim diz que ainda é muito cedo para falar em direito de veto

China: nova resolução sobre o Iraque "não é absolutamente necessária"

Pequim ainda acredita numa solução "pacífica e política" para a crise no Iraque Frederic J. Brown/AFP

Depois das ameaças de veto da França e da Rússia a uma resolução que autorize a guerra, é agora a vez da China afirmar que não considera um segundo texto sobre o Iraque "absolutamente necessário".

A posição chinesa surgiu pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Tang Jiaxuan, numa conferência de imprensa: "Para já, não é absolutamente necessário abandonar a resolução 1441 e apresentar outra ao Conselho de Segurança". "A China acredita que a crise iraquiana será resolvida por meios pacíficos e políticos", acrescentou Tang sublinhando que o seu país é favorável à missão dos inspectores da ONU no Iraque.

O chefe da diplomacia chinesa afirmou ainda que Pequim apoia a declaração conjunta da França, Alemanha e Rússia que se mostraram contra a apresentação de uma nova resolução sobre o Iraque no Conselho de Segurança da ONU, tal como pretendem o Reino Unido e os Estados Unidos.

A França, a Alemanha e a Rússia jogaram ontem uma cartada decisiva na sua cruzada contra um conflito no Iraque apresentando em Paris uma declaração conjunta que prevê o uso do poder de veto para bloquear uma resolução das Nações Unidas que admita o uso da força para desarmar o regime de Bagdad.

A França, a Rússia e a China são três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e dispõem de direito de veto.

Questionado sobre se a China usará o veto no caso dechegar à votação um novo texto sobre o Iraque, Tang assegurou que "ainda é muito cedo" para falar sobre essa possibilidade. "A diplomacia continua o seu caminho e nós estamos perto de uma solução política", acrescentou o ministro numa conferência de imprensa organizada no quadro da reunião anual da Assembleia Nacional Popular.

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