As sondagens à boca das urnas apontam para uma vitória do partido de centro-direita Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB) nas eleições antecipadas deste domingo.
Os resultados indicam a provável reeleição do primeiro-ministro conservador Boiko Borisov, que foi pressionado pelos protestos de rua a demitir-se do cargo no passado mês de Fevereiro.
As sondagens à boca da urna apontavam para um resultado de 30 a 33% para o GERB, que assim elegerá 87 deputados em 240. O partido de centro-direita não conseguiu a maioria absoluta, mas manteve à distância o seu principal adversário, o Partido Socialista Búlgaro, cujo resultado terá ficado entre os 25 e os 27% (85 deputados).
Um cenário possível é que Borisov tente governar com o apoio dos ultra-nacionalistas Ataka, que segundo as projecções terão conseguido 8% e uma representação parlamentar.
Pela primeira vez, o partido MRF, que representa a minoria turca, conseguiu ultrapassar a fasquia dos 4% necessária para entrar no Parlamento: as sondagens dão 10% a este antigo aliado dos socialistas.
Vários analistas antecipavam dificuldades na formação de um novo Governo, prenunciando mais instabilidade política no país mais pobre da União Europeia. Ainda antes da votação, vários comentadores acreditavam que seria impossível conciliar posições entre os defensores das políticas de austeridade e as forças que reclamam por programas de estímulo da economia.
“O mais provável é que seja necessária uma nova eleição em breve”, estimava Anton Todorov, um analista político citado pela Associated Press.
Os búlgaros escolheram um novo Governo (numa lista de 36 partidos) depois de sucessivas manifestações contra a carestia de vida. O salário médio no país é de 400 euros e 49% da população vive em risco de pobreza.
As projecções apontavam para uma taxa de abstenção superior aos 50%, acima dos valores da eleição de 2009.
Notícia alterada às 12h45 para corrigir uma informação errada relativamente à presença parlamentar do partido Ataka: ao contrário do que estava escrito, os nacionalistas já tinham sido eleitos em 2005 e 2009, mantendo 21 deputados no Parlamento.

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