As cheias estão a paralisar a capital das Filipinas, Manila, forçando milhares de pessoas a abandonar as suas casas e obrigando ao encerramento de escolas, escritórios e edifícios públicos.
As autoridades avançaram que, em algumas zonas da capital, a água subiu até ao nível do peito e, noutras áreas, até ao nível do pescoço.
Até ao momento não há notícia de vítimas em consequência directa destas cheias, mas mais de 50 pessoas morreram após a passagem do tufão Saola, na semana passada, que atingiu sobretudo o norte do país.
A correspondente da BBC em Manila indicou que as chuvas torrenciais que começaram ontem a cair na cidade fizeram com que as autoridades emitissem o alerta mais elevado.
Os meteorologistas já fizeram saber que as cheias poderão piorar se a barragem La Mesa não conseguir aguentar o caudal.
“Pelo menos 50% de Manila está inundada”, disse Jean Navarez, do instituto de meteorologia estatal, citado pela AFP. “Haverá queda de chuva intensa nas próximas 24 horas. As cheias vão piorar”, acrescentou.
Para muitos residentes de Manila estas cheias trazem à memória a tragédia de 2009 causada pelo tufão Ketsana que matou mais de 400 pessoas.
As pessoas que vivem em bairros de lata ou nas zonas mais baixas da cidade já foram realojadas em edifícios estatais e os esforços concentram-se agora em resgatar pessoas que tenham ficado para trás. “Começa a tornar-se difícil resgatar residentes que tenham ficado bloqueados porque estamos a lutar contra correntes muito fortes”, explicou à Reuters o polícia Eric Baran.

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