Calor nos Estados Unidos mata 42 pessoas

Em Washington, os habitantes recorreram às piscinas públicas para se refrescarem Nicholas Kamm/AFP

As temperaturas nos Estados Unidos começaram a descer neste domingo e vão continuar a arrefecer nos próximos dias. Mas a onda de calor que atingiu o pico no sábado e que assolou a costa Leste do continente, já deixou a sua marca, matando, pelo menos, 42 pessoas.

A esperada bonança depois da tempestade não aconteceu. O mau tempo e ventos fortes que provocaram acidentes e estragos nos estados da costa Leste dos EUA, no final de Junho, foram substituídos por um calor insuportável que, no sábado, atingiu os 40,5 graus celsius em Washington DC.

Neste domingo, a temperatura já diminuiu para os 37,2 graus, segundo a agência France Press. A onda de calor também atingiu a cidade de Chicago e os estados de Virgínia e Maryland. Dez pessoas morreram em cada um destes estados. Três pessoas morreram em cada um dos estados de Wisconsin, Ohio, Pensilvânia. No estado de Indiana, uma bebé de quatro meses não sobreviveu depois de ficar durante “um período de tempo prolongado” dentro de um carro, perto da sua casa em Greenfield, segundo uma notícia da BBC News.

Em vários destes estados continuava a não haver electricidade em mais de 400.000 lares, uma semana depois da tempestade. Embora o problema já tivesse sido resolvido a alguns milhões de clientes, a falta de energia impediu que os aparelhos de ar condicionado funcionassem, situação que esteve relacionada com algumas das mortes.

Tempestade, de novo

Os próximos dias prometem, outra vez, chuva e tempestades para aquela região dos Estados Unidos, devido a uma frente fria vinda do Canadá. “Espera-se mau tempo, que inclui vento forte, a acompanhar a frente fria”, explicou o serviço de meteorologia. Não está descartada a hipótese de tornados isolados e granizo.

Por enquanto os americanos continuam a sentir as temperaturas altas. Em Chicago o termómetro atingiu os 38 graus três dias seguidos. Em Washington, muitas pessoas resolveram arrefecerem-se dirigindo-se para as piscinas públicas.

De acordo com a CNN, nos últimos 30 dias, mais de 4500 recordes máximos de temperaturas foram registados no país. Uma bolsa de ar quente sobre várias porções do país tem impedido a entrada de ventos mais frios, mantendo as temperaturas altas e uma humidade superior ao normal, com o ar estagnado.

Notícia corrigida às 15h15 de 9/7. As cidades de Washington DC e Chicago estavam, por lapso, referidas como estados.

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