O rebentamento de uma bomba no centro de Damasco matou 13 pessoas e feriu 70, nesta quinta-feira, noticiou a televisão pró-governamental síria Al-Ikhbariya.
O Observatório Sírio dos Direitos do Homem confirmou a morte de nove civis e de três elementos das forças de segurança na explosão de uma viatura armadilhada e avançou que o número de vítimas pode subir. Muitos dos feridos estão em situação crítica.
A explosão ocorreu na praça Marjeh um dia depois de o primeiro-ministro, Wael al-Halki, ter escapado a um atentado que provocou a morte de seis pessoas. A Al-Ikhbariya mostrou imagens de bombeiros a trabalharem, com fumo cerrado. Viam-se dois corpos caídos.
Não se percebeu de imediato qual o alvo da bomba. As imagens televisivas mostraram que a explosão ocorreu perto do antigo edifício do ministério do Interior, numa das principais avenidas da capital síria.
Uma residente em Damasco, a menos de dois quilómetros do local, disse, citada pela Reuters, que a explosão sacudiu as portas da sua casa e admitiu que o número de vítimas seja elevado por se tratar de uma praça “super-movimentada”, à hora que ocorreu a explosão.
O ministro do Interior, Mohammed al-Shaar, declarou que a explosão foi uma “resposta falhada” ao que diz serem avanços no terreno que o exército tem conseguido em áreas perto do centro da capital. Shaar disse que os Estados Unidos, o Ocidente e Israel dirigem o grupo que fez o ataque. O ministro foi ferido numa explosão em Dezembro do ano passado.
Os ataques dos opositores do regime de Bashar al-Assad em Damasco têm-se intensificado. A guerra na Síria fez mais de 70 mil mortos em dois anos.

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