Violentos combates opunham este sábado soldados fiéis a Bashar al-Assad e rebeldes sírios. Os opositores ao regime tomaram o controlo de parte de uma das mais importantes escolas de infantaria da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos do Homem.
Perto de Alepo, no Norte, os rebeldes tomaram o controlo de dois terços de uma escola militar que têm cercada desde há três semanas e onde os combates já provocaram 24 mortos entre os rebeldes e 20 entre os soldados fiéis ao regime.
Um primeiro balanço do observatório indica que os confrontos e a violência deste sábado na Síria provocaram, pelo menos, 118 mortos, entre os quais 50 rebeldes e 41 soldados.
As tropas regulares enviaram helicópteros e elementos da guarda republicana para fazer face ao assalto rebelde à escola de infantaria de Alepo, segundo o observatório. Baseada no Reino Unido, a organização não-governamental tem uma vasta rede de informadores que inclui militantes e fontes médicas, civis e militares.
A televisão estatal referiu-se a uma “operação com êxito” do Exército e à morte de dezenas de “terroristas”, designação que o regime dá aos rebeldes que considera serem financiados pelo estrangeiro.
A brigada Liwa al-Tawhid, um dos principais grupos rebeldes que combatem em Alepo, anunciou que uma das vítimas mortais dos combates na zona é um dos seus dirigentes, Abou Fourat, um coronel que desertou do regime.
Na região de Damasco, soldados estavam este sábado envolvidos em violentos combates em bairros do sul da capital e concentravam reforços para um assalto a Daraya, cidade cercada há um mês, segundo o observatório. Os combates na região da capital ocorriam no campo de refugiados palestinianos de Yarmouk, onde rebeldes enfrentavam soldados e palestinianos pró-Assad.
Duas bombas explodiram na noite de sexta-feira para sábado no bairro de Qadam e muitos “rockets” foram lançados sobre Yarmouk e Barzé, indicou a mesma fonte. O observatório indicou ainda que um ataque aéreo à cidade de Rastan, em poder dos rebeldes, matou dez civis.
Desde que começou a revolta conta o regimes de Bashar a-Assad, em Março de 2011, já foram mortas mais de 43 mil pessoas, segundo o observatório.

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