Nenhum sinal do avião que levava o herdeiro do império Missoni

Há dois dias que as autoridades procuram o bimotor. Há quatro anos, depois de um acidente na mesma zona, só um corpo foi recuperado.

As buscas em terra e mar para encontrar o bimotor que transportava quatro italianos, entre eles o herdeiro do império de Moda Missoni, e que desapareceu na sexta-feira na costa venezuelana, continuavam este domingo.

O pequeno avião transportava Vittorio Missoni, a mulher, outro casal e dois pilotos e desapareceu ao largo do arquipélago venezuelano Los Roques.

"A família Missoni foi informada pelo consulado na Venezuela de que Vittorio Missoni e a mulher estão desaparecidos, mas não temos mais informações", disse no sábado Maddalena Aspes, citada pela Reuters.

A mesma agência de notícias avança que os dois casais seguiam a bordo de um bimotor Britten-Norman Islander de 1968, que descolou na sexta-feira de manhã de Los Roques em direcção a Caracas, a capital da Venezuela, onde deveriam apanhar um avião para Milão (Itália). Los Roques é um conjunto de ilhas nas Pequenas Antilhas e são um lugar de veraneio; chamam-lhes as Caraíbas venezuelanas.

Para além de Vittorio Missoni, estão desaparecidos a mulher, Maurizia Castiglioni, dois amigos – identificados como Elda Scalvenzi e Guido Foresti –, o piloto e o co-piloto, cujos nomes não foram divulgados.

Nascido em 1954, Vittorio é o filho mais velho de Ottavio e Rosita Missoni, fundadores da conhecida marca italiana, famosa pelas peças em malha e pelos padrões geométricos e coloridos. A marca - que celebra 60 anos em 2013 -era agora dirigida agora por Vittorio (o executivo da marca, foi o responsável pela abertura da cadeia de hotéis de luxo Missoni e pelo lançamento da linha de casa da marca) e pelos irmãos, Luca (director técnico) e Angela (directora artistica).

Em Sumirago, uma pequena vila perto de Milão onde está situada a sede do grupo Missoni, os directores da marca reuniram de emergência no sábado enquanto que a família (os pais, Ottavio e Rosita, e Angela) se têm mantido em casa, resguardados da imprensa e à espera de notícias. Luca partiu para a Venezuela para seguir de perto as buscas. 

A edição italiana do Huffington Post lembra que, na sexta-feira, se cumpriram quatro anos desde o desaparecimento, na mesma área, de um avião em que seguiam oito italianos, cinco venezuelanos e um americano. As autoridades nunca conseguiram encontrar os destroços e apenas foi recuperado o corpo do co-piloto.

As buscas para encontrar o avião agora desaparecido têm sido interrompidas durante a noite devido à falta de visibilidade.
 
 
 
 
 
 
 

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