Pelo menos dez pessoas foram mortas num ataque com aviões não tripulados norte-americanos nas regiões montanhosas do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão.
As fontes anónimas citadas pelas agências Reuters e Associated Press avançam que o ataque visou um campo de treino do Tehrik-i-Taliban Punjab, um grupo de taliban paquistaneses com ligações à Al-Qaeda.
Segundo a Reuters, que cita "seis fontes dos serviços de informação", o ataque matou entre dez e 12 pessoas em três edifícios localizados em Babar Pehari, no Waziristão Sul. A mesma agência avança que o número de mortos pode ser mais elevado, porque as autoridades norte-americanas acreditam que no momento do ataque "havia mais militantes no interior dos edifícios".
Como é habitual nas notícias sobre ataques com aviões não tripulados (também conhecidos como drones) na zona de fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, não é possível determinar se há vítimas civis, mas a agência AP avança que os serviços de informação do Paquistão dizem que "dois destacados comandantes dos taliban paquistaneses podem estar entre os mortos".
O ataque deste domingo foi o terceiro nos últimos cinco dias na mesma região. Na passada quarta-feira, o mullah Nazir, um importante chefe de guerra paquistanês – cujos homens combatem a NATO no Afeganistão –, foi morto num ataque com drones norte-americanos que fez uma dezena de mortos. Nazir é um dos mais importantes combatentes mortos nos últimos anos por drones no nordeste do Paquistão, zona que serve de rectaguarda a taliban afegãos e paquistaneses e, presumivelmente, a grupos ligados à Al-Qaeda.
Um dia depois, um outro ataque com drones matou pelo menos quatro pessoas no distrito vizinho do Waziristão Norte.
O número de ataques com drones norte-americanos aumentou de forma substancial com a eleição de Barack Obama, em 2009. O Governo dos EUA alega que estes aparelhos são mais eficazes na luta contra os combatentes taliban, mas várias organizações internacionais salientam que os ataques provocam um elevado número de mortos entre a população civil.

Comentar