Os primeiros novos mísseis terra-ar S-300 russos não deverão chegar à Síria antes do Outono, na melhor das hipóteses, ou então no segundo semestre de 2014, dizem vários media russos esta sexta-feira, citando fontes não identificadas do sector da defesa.
Estas informações contradizem a ideia que o Presidente sírio, Bashar-al-Assad, fez passar, embora de forma ambígua, na entrevista transmitida na quinta-feira pela televisão libanesa Al-Manar: “Todos os nossos acordos com a Rússia serão implementados e algumas partes já foram implementadas”.
De acordo com o jornal Kommersant, só no ano que vem Damasco receberá seis baterias do sistema de S-300, que podem interceptar tanto aviões tripulados como mísseis teleguiados e podem ser decisivos para virar a guerra definitivamente a favor de Assad. Mas serão necessários seis meses de formação para que o exército de Assad aprenda a usá-los, diz o Guardian. O Vedomosti diz que serão quatro os sistemas anti-mísseis que a Rússia enviará para a Síria, mas não diz quando chegarão.
Já a agência noticiosa russa Interfax diz que a entrega do sistema de defesa anti-aérea poderá ser acelerada se os países vizinhos atacarem a Síria – Israel tem-se posicionado nesse sentido – ou se for imposta uma zona de exclusão aérea. Mas só a partir do Outuno. “Tecnicamente, é impossível [fazê-lo antes]”, disse uma fonte da indústria de armamento russa à Interfax.
Paralelamente, o construtor dos aviões russos MiG está a contar fornecer dez caças MiG-29 à Síria. Neste momento está a discutir os pormenores do negócio com uma delegação síria, noticiou a agência russa RIA, sem avançar quando poderão ser entregues.
Notícia corrigida às 11h51: a delegação que está a discutir a compra de dez caças MiG é síria e não russa, obviamente

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