Ariel Castro, acusado de rapto e violação de três jovens, durante uma década, vai ser julgado por centenas de crimes entre os quais a morte de um feto de uma das suas vítimas.
O tribunal fixou, na sexta-feira, 329 acusações contra Ariel Castro, 52 anos. Entre elas, num documento de 142 páginas, o homem é acusado de assassínio por ter provocado a morte a um bebé de uma das raparigas que manteve sequestrada.
A acusação avança que uma das jovens fez um aborto após ter sido violentamente espancada por Ariel Castro quando se encontrava grávida e que, por isso, será pedida a pena de morte para o agressor.
No mês passado, três mulheres e uma menina – Amanda Berry e a sua filha de seis anos Jocelyn, que nasceu na casa onde a mãe estava presa contra a sua vontade; Gina DeJesus e Michelle Knight – conseguiram sair da casa de Ariel Castro, onde foram mantidas presas durante uma década. Os testes de ADN revelaram que Castro é pai da menina.
A acusação sublinha que durante todos estes anos, as jovens eram agredidas, mantidas presas e violadas, não tendo liberdade para sair daquela casa.
Ariel Castro está preso desde o dia em que Amanda Berry conseguiu sair da casa e, com a ajuda de um vizinho, chamar as autoridades para libertarem as outras reféns.

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