Uma vitória estreita do “sim” na primeira fase do referendo, no sábado, a um projecto de Constituição defendida pelos islamistas no Egipto está a ser avançada, este domingo, pelos sectores próximos da Irmandade Muçulmana, movimento islamista a que pertence o Presidente Mohamed Morsi.
Mas estes são resultados não oficiais para um voto que representa um teste político a Morsi, líder de um país dividido e figura fortemente contestada pelos sectores liberais e laicos do Egipto reunidos numa Frente de Salvação Nacional. A oposição denunciou fraudes logo a partir de sábado.
Os resultados oficiais da consulta popular só serão conhecidos depois de concluída a segunda ronda do referendo no próximo sábado, escreve a Reuters. Mas os apoiantes de Presidente dão como certa uma vitória à tangente do “sim” nesta primeira ronda.
O voto foi dividido em duas fases por não haver juízes suficientes para supervisionar o processo num só dia. Muitos boicotaram o processo em sinal de oposição. No sábado votaram as maiores cidades, o Cairo e Alexandria, e oito províncias, num total de 26 milhões de eleitores; no próximo sábado outros 25 milhões são chamados a votar nas restantes 17 regiões.
A abertura das urnas foi prolongada até às 23h00 locais, nota a AFP, por haver longas filas de espera. Mas logo depois do encerramento, os votos terão começado a ser contados, segundo a comissão eleitoral. A consulta popular registou uma forte afluência e o dia passou-se sem incidentes violentos até ao final da tarde quando a sede um partido liberal da oposição foi atacado, segundo relatos da Reuters e AFP.

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