Ao minuto: Obama reeleito para mais quatro anos

O PÚBLICO acompanha a noite eleitoral norte-americana que decidiu a reeleição de Barack Obama para o cargo de Presidente dos Estados Unidos. Para actualizar o conteúdo desta página, carregue no botão de actualizar do seu browser (navegador) ou na tecla F5 do teclado. Para participar com contributos ou questões, envie por email para leitores@publico.pt.

7h23 O discurso começou com as palavras da praxe, e Obama não as poupou. Sobre Joe Biden, que o Presidente reeleito qualificou como “soldado feliz”, disse tratar-se do “melhor vice-presidente que alguém pode querer”. Uma elevada consideração em que Obama tem também a sua equipa de campanha, junto com os voluntários, que disse serem “os melhores na história da política, os melhores de sempre”.
No entanto, foram para a família os mais demorados e rasgados elogios. Em particular para Michelle. “Não seria quem sou sem a minha mulher”, declarou. “Nunca te amei tanto, nem nunca tive tanto orgulho do que quando vejo o nosso país a apaixonar-se por ti como a sua primeira-dama.” Mesmo quando elogiou o papel das filhas ao longo da campanha, Obama acabou por elogiar Michelle, dizendo que estava orgulhoso delas por se estarem a tornar em mulheres como a mãe.

7h11 Igualdade e patriotismo. Estes foram os dois eixos do discurso de vitória de Barack Obama, em Chicago. Com “uma década de guerra a chegar ao fim”, o Presidente norte-americano disse que vai voltar à Casa “mais determinado e mais inspirado do que nunca”, depois de ter ouvido as pessoas com quem se cruzou durante a campanha eleitoral. “Quer tenham votado em mim ou em Mitt Romney, eu ouvi-vos”, disse.
“Nunca estive tão confiante no futuro deste país”, continuou. “Não estamos tão divididos quanto a nossa política sugere. Não somos um conjunto de estados azuis e vermelhos, somos os Estados Unidos da América.” O discurso cresceu em emotividade até ao final e foi até à glorificação dos EUA como “o melhor país do mundo”, para delírio da plateia.
Obama disse que a razão por que ele e Romney debateram tão afincadamente deveu-se ao seu amor pelo país: “Amamos este país profundamente. E por isso temos ideias muito fortes para o seu futuro.” Mas essa divisão partidária – disse – acabou com a noite eleitoral. “Vou falar com o governador [Romney] sobre o é que podemos fazer juntos”, afirmou Obama, já depois de ter dito: “Erguemo-nos ou caímos juntos, como uma nação.”

7h05 Depois de Stevie Wonder a abrir, Bruce Springsteen a fechar. No fim do discurso de vitória de Barack Obama ouviu-se "We take care of our own".



7h04 VITÓRIA: Barack Obama tem um mandato claro para prosseguir a sua ambiciosa agenda política nos próximos quatro anos na Casa Branca. Será um teste, disse o Presidente, para o aperfeiçoamento da União em que acreditam todos os americanos. “Sabemos que para os Estados Unidos, o melhor ainda está por vir”, declarou.
A declaração de Barack Obama foi optimista, sem esquecer algumas duras realidades, e de novo inspiradora, mesmo em face das dificuldades. Paixões, controvérsias, discussões são para o Presidente o símbolo da maturidade politica e democrática da América – e essa referencia no seu discurso foi o bastante para deixar no ar a ideia de que não se furtará a elas no segundo mandato. Obama tem um projecto e planos para o completar: na imigração, na educação, na diplomacia, na fiscalidade. Disse que queria consensos e compromissos, mas avisou que as pessoas votaram “na acção”.
Ao reeleger o Presidente os norte-americanos demonstraram que não querem deitar ao lixo o Obamacare; não estão interessados em dar rédea solta às instituições financeiras, não estão dispostos a ignorar as alterações climáticas e não estão satisfeitos com o crescimento das desigualdades que abrem um fosso entre quem tem mais privilégios e quem dificilmente consegue sobreviver. É uma mensagem poderosa – capaz de unir uma nova coligação de eleitores, “inventada” em 2008 e ontem definitivamente estabelecida no mapa político americano.
E para terminar, uma pequena nota para o agradecimento do Presidente à “melhor equipa e aos melhores voluntários de campanha da história”. Obama não estava a exagerar. É principalmente a eles que deve a reeleição.

6h49 Obama faz o discurso da vitória. Subiu ao palco com a mulher e as filhas, debaixo de uma chuva de aplausos e acompanhado de uma música de Stevie Wonder: "Signed, Sealed, Delivered (I'm Your's)".

6h38 Os voluntários da campanha democrata estão a receber um e-mail de agradecimento assinado por Barack Obama: “Estou prestes a discursar em Chicago, mas queria agradecer-vos primeiro. Eu quero que saibam que isto não foi o destino e que não foi um acidente. Vocês fizeram isto acontecer. Organizaram-se bairro por bairro. Tomaram posse desta campanha com cinco e 10 dólares de cada vez. E nos tempos mais difíceis, continuaram. Vou passar o resto da minha presidência a honrar o vosso apoio e a fazer o que puder para terminar aquilo que começámos. Mas quero que se orgulhem, tal como eu me orgulho, da forma como conseguimos esta oportunidade. Hoje é a prova mais clara de que, mesmo contra todas as probabilidades, os americanos comuns conseguem superar interesses poderosos. Ainda há muito trabalho a fazer. Mas por agora: obrigado.”



6h27 Durão Barroso deu os parabéns a Obama no Twitter. O presidente da Comissão Europeia espera pode continuar a trabalhar com o Presidente norte-americano numa "relação de amizade ainda mais forte".



6h22 O primeiro-ministro britânico reagiu à reeleição de Barack Obama. No twitter, David Cameron deu os parabéns "ao amigo Barack Obama" e escreveu que está ansioso para que continuem a trabalhar juntos.

6h11 O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, reagiu no Twitter aos resultados eleitorais nos EUA. O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, também.



6h05 A campanha republicana demorou a admitir a derrota, mas o discurso de Romney foi gracioso. E teve uma palavra especial para Paul Ryan, candidato a vice-presidente. "Depois da minha mulher, foi a melhor escolha que já fiz", disse Romney, que acrescentou ainda que os EUA ainda terão muito a ganhar com as capacidades de Ryan.

6h02 Em Boston, Romney pediu aos políticos que pusessem "as pessoas antes da política", lembrando que "a nação [norte-americana] está num ponto crítico". "Os líderes têm de atravessar o corredor e procurar entendimentos", afirmou. Apelou também aos empresários, para que investissem e criassem postos de trabalho.

5h57 Mitt Romney começou o discurso da noite felicitando Barack Obama, a família do Presidente e toda a equipa. Prometeu rezar por aqueles que terão a missão de liderar a nação.

5h51 Michele Bachmann, que chegou a estar na corrida presidencial – concorreu às primárias republicanas – está em dificuldades para assegurar o seu lugar de congressista no Minnesota.

5h45 Mitt Romney ainda não está pronto para assumir a derrota. O Washington Post conta, aliás, que o candidato republicano só tinha escrito um discurso para esta noite: um discurso de vitória. "Ele pensava que a Casa Branca seria dele", escreve o jornal norte-americano. Romney estava convicto de que iria vencer.

5h22 2004, OUTRA VEZ? Diz Rita Siza:

Acho que o dia em que passei mais horas seguidas de pé foi quando os americanos votaram para reeleger o Presidente George W. Bush, em 2004. A corrida foi muito parecida com a de hoje: um Presidente que era idolatrado por metade do pais e diabolizado pela outra metade; uma economia que estava a sair de uma recessão mas ainda arrefecida; uma campanha cuidadosamente desenhada para promover a ida às urnas dos blocos eleitorais garantidamente conservadores... À medida que foram aparecendo os resultados, foram-se confirmando todas as previsões. A euforia dos democratas, que viam em John Kerry a sua esperança para derrotar Bush, esfumou-se rapidamente. Mas a meio da madrugada, encontraram uma maneira de parar a engrenagem: o Ohio. A contagem decorria a conta-gotas, e cada gota que caía enchia o copo da reeleição, mas não o suficiente para que este transbordasse. Passaram as horas na sede de George W. Bush em Washington, com os operacionais republicanos a tentarem convencer os jornalistas que “muito em breve” o republicano caminharia o curto trajecto entre a Casa Branca e o centro Ronald Reagan onde montou a sua noite eleitoral para o discurso da vitória. Duas, três, quatro, cinco da manhã e nada, em Boston, John Kerry pedia uma recontagem do Ohio, recusava conceder a corrida. Por volta das seis da manhã era claro que já nada ia acontecer; fomos dormir umas horas. Foi ao final da manhã da quarta-feira seguinte que os democratas finalmente se convenceram e aceitaram o inevitável – o Presidente estava reeleito.
Espero com alguma ansiedade por uma declaração de Mitt Romney. O republicano tem de se render aos números, ou então explicar aos americanos as suas razões para os contestar. Hoje, pelo menos, estou confortavelmente sentada.

5h12 Obama escreveu três tweets seguidos depois de ter ficado a saber da sua vitória. Um deles era uma fotografia do Presidente abraço à mulher, Michelle, que também foi publicada no Facebook. A imagem rapidamente se tronou viral. No Twitter, é a mais reproduzida de sempre.


5h06 Milhares de pessoas festejam neste momento nas ruas e grandes praças de Chicago e Nova Iorque a reeleição de Barack Obama como Presidente dos Estados Unidos, onde é agora meia-noite. Muitos democratas nova-iorquinos, que passaram o dia a fazer um último esforço de mobilização para o voto, celebram hoje como o fizeram há quatro anos. Em 2008 houve festa porque foi uma eleição histórica, hoje há festa porque a luta entre os dois candidatos foi travada até ao último voto.

5h04 STATUS QUO: A votação de terça-feira termina com a confirmação do status quo na política norte-americana. Os eleitores escolheram o mesmo Presidente, e mantiveram o governo dividido, garantindo a maioria do Senado ao Partido Democrata e a predominância do Partido Republicano na Câmara de Representantes. A mensagem para todos parece simples: terão de se entender, para resolver problemas graves e urgentes do país – até ao final do ano, será obrigatório um acordo para evitar o precipício orçamental.
Só num aspecto os norte-americanos mostraram querer virar a página e andar mais depressa do que o passo presente: numa série de referendos em apreciação em 34 estados, sobretudo ao nível dos costumes, prevaleceu uma visão mais liberal e progressista da sociedade.

4h58 Obama vence no Ohio. O estado para onde convergiram todas as atenções fica a azul no mapa eleitoral, segundo a AP.

4h56 PARTIDO REPUBLICANO: Uma das questões que a derrota republicana levanta é a do futuro politico do candidato à vice-presidência, Paul Ryan. Pode o congressista do Wisconsin assumir-se como o grande líder conservador do Congresso e a face da renovação do partido, que assim envereda pela via mais radical? Ou será que o fracasso eleitoral vai diminuir a estrela de Ryan, com a bancada conservadora a mudar a rota e buscar de novo o consenso ao centro na sua acção política?
Não me parece que a derrota prejudique seriamente as aspirações de Paul Ryan, que é provavelmente o melhor exemplo de candidato do futuro que o Partido Republicano foi capaz de produzir nos últimos tempos. É de esperar um período de reflexão entre os conservadores, embora por enquanto seja difícil prever uma mudança acentuada do seu comportamento – a realidade é que o partido está hoje profundamente dividido entre facções neoconservadoras e realistas e, acima de tudo, está refém do Tea Party (ainda que a responsabilidade por alguns dos resultados desta noite, sobretudo nas corridas para o Senado, possa ser assacada a este movimento anti-governo).
Não vejo, para já, que o senador Marco Rubio da Florida, outra das esperanças conservadoras, possa ser o unificador do partido, apesar de ter posições mais moderadas nas questões sociais e o mesmo foco de Ryan nas questões fiscais e orçamentais. O congressista do Wisconsin – Paul Ryan foi reeleito esta noite para o seu assento na Câmara dos Representantes – poderá sentir-se tentado a “amaciar” as suas posições nas matérias mais marginais, e ganhar ainda mais notoriedade como o grande reformador do governo federal nos próximos combates políticos relativos ao precipício fiscal.
E não é difícil ver outra corrida à Casa Branca no seu futuro, mas desta vez no lugar cimeiro do ticket republicano. Talvez ainda não em 2016; Ryan é novo e esta experiência vai ser-lhe preciosa. A próxima vez que concorrer, vai ser para ganhar.

4h54A AP dá a vitória a Obama no Colorado. O actual Presidente ganhou também, segundo as projecções da CNN, no Nevada.

4h37 O empresário Donald Trump, apoiante de Mitt Romney, não gostou do resultado das eleições. "Não somos uma democracia", escreveu, no Twitter.


VITÓRIA: Barack Obama volta a fazer história com a sua reeleição, que, tal como a eleição em 2008 não constitui uma surpresa. A campanha termina exactamente como se previa que terminasse: as sondagens indicaram, de forma consistente (e convincente) como estava acertada a estratégia traçada pela equipa de Chicago. Os conselheiros de Obama souberam jogar todos os seus trunfos: a campanha republicana andou perto, mas acabou do lado errado da história.

4h16 Barack Obama reconhece a vitória no Twitter. E agradece aos eleitores.

4h15 Todd Akin, o político republicano que em Agosto causou polémica ao afirmar que quando há uma violação o corpo da mulher é capaz de evitar uma gravidez, perdeu a corrida ao Senado pelo estado do Missouri. A democrata Claire McCaskill, que ocupava o lugar, garantiu a reeleição.

Segundo a CNN, Barack Obama está a um pequeno passo da reeleição com 262 votos no colégio eleitoral (são necessários 270). Romney está muito aquém, com 170. O jornalista e analista de política americana John King diz que uma reviravolta é “praticamente impossível”.

4h13 Na rampa final da contagem dos votos, Obama ganhará 55 grandes eleitores no estado da Califórnia. Era o que se esperava. Surpresa foi a derrota, já confirmada, de Romney no Wisconsin, que deu os seus dez grandes eleitores ao democrata. No Ohio (18 grandes eleitores), Obama está à frente. Tem neste momento 238 votos do colégio eleitoral, precisa de 270 para assegurar a reeleição. Em Chicago, cidade onde a família Obama tem residência e se situa a sede de campanha democrata, os apoiantes do Presidente já celebram.

Segundo as projecções, o Presidente Obama ganhará o Havai, o estado onde nasceu. Há cerca de uma hora, Mitt Romney perdera o Michigan, o estado onde nasceu e cresceu. Os dois valem 20 votos (4+16) do total de 270 necessários para ganhar as eleições americanas. O Michigan é uma vitória importante. Era um swing state, não havia certeza para que lado iriam os eleitores. É um estado com população branca, operária e conservadora, onde as credenciais de empresário que Romney “vendeu” na campanha não tiveram eco. E é o estado da indústria automóvel, da General Motors e da Chrysler, salvas pelo polémico resgate de Obama. O seu pai, George Romney, foi governador do estado nos anos 1960. Tradicionalmente, os candidatos à Casa Branca têm uma vantagem de 7% dos votos nos seus próprios estados

Os democratas vão manter a maioria no Senado.

4h08 A blogger conservadora Kathryn Lopez tenta manter as hostes animadas no fórum da National Review. "Alguém ainda é capaz de pensamentos optimistas?", acaba de perguntar. "Eu sei que sim", responde.

4h Cinco presidentes não foram eleitos pelo colégio eleitoral: John Tyler, Millard Fillmore, Andrew Johnson, Chester Arthur e Gerald Ford. Foram escolhidos como vice-presidentes e ascenderam por morte ou desistência dos chefes de Estado. Gerald Ford, que foi Presidente de 1974 to 1977, nunca foi eleito para um cargo ou outro. Quando o vice-presidente Spiro Agnew se demitiu depois de um escândalo, Ford tomou o seu lugar. Depois, quando Richard Nixon teve de abandonar o cargo, voltou a subir à chefia do Estado. Ford disputou eleições, mas perdeu para Jimmy Carter. Lyndon Johnson, Harry Truman e Theodore Roosevelt chegaram à presidência por morte ou assassínio dos predecessores.

3h53 Mais dois estados encerraram as urnas e as projecções são as seguintes: vitória de Obama no Minnesota e de Romney no Arizona. O que dá a Romney 169 votos no Colégio Eleitoral. Obama está com 157.

3h49 A Florida e o Ohio estão ainda “too close to call”, ou seja, demasiado próximos para projectar um vencedor. Na Florida já se contaram oito milhões de votos (87%) e Barack Obama tem 50% contra os 49% de Mitt Romney. No Ohio, já se contaram 59% dos votos e a diferença está entre 50% e 48%, com vantagem para Obama. Estes são estados fundamentais. Nas últimas 12 eleições presidenciais, o Ohio foi o único estado que votou sempre no candidato vencedor. Além disso, nunca um republicano foi para a Casa Branca sem ganhar no Ohio. O estado oscila entre democrata e republicano, mas, em termos históricos, é ligeiramente mais republicano do que o país. É visto como o estado da “normalidade”, da essência americana, o estado dos “little men”, dos operários, e um dos mais antigos da união. Vale 18 votos no Colégio Eleitoral. Desde Setembro, juntos, os quatro candidatos (a Presidente e vice-Presidente), foram ao Ohio 50 vezes em acções de campanha. Quebrando a tradição do dia de eleições, Romney foi lá hoje mesmo, depois de ter votado no seu estado, o Massachusetts. Na recta final, Bill Clinton foi lá com Bruce Springsteen; Paul Ryan foi lá com Condoleezza Rice. Segundo as contas do analista Nate Silver, que escreve num blog no The New York Times, o Ohio foi decisivo nos votos do Colégio Eleitoral em praticamente metade de todas as eleições da história americana.

Florida – Com 88% dos votos contados os dois candidatos têm 16,004 votos de diferença entre eles. Obama está à frente. A Florida elege 29 representantes para o Colégio Eleitoral.

3h32 E se houvesse um empate? Não seria inédito, como explica Ana Gomes Ferreira:

Duas eleições foram decididas na Câmara de Representantes do Congresso. A de 1800, quando devido a uma falha na Constituição original (corrigida com a 12.ª Emenda) houve um empate entre os candidatos, Thomas Jefferson e Aaron Burr. Os congressistas optaram por Jefferson, que foi reeleito em 1804. E a de 1824, quando os candidatos não conseguiram uma maioria de votos no Colégio Eleitoral. Os congressistas escolheram, contudo, John Quincy Adams, enfurecendo Andrew Jackson, que obtivera mais votos populares, mas no momento decisivo foi traído por Henry Clay (que deveria apoiá-lo) e que acabaria recompensado com um cargo na Administração Adams.

3h23 Romney tem que conseguir o Ohio, a Florida, a Vírginia e a Carolina do Norte para ganhar.

As urnas fecharam em mais quatro estados: Iowa, Montana, Nevada e Utah. Romney ganhou o Montana e o Utah. Os resultados no Iowa e no Nevada, ganhos por Obama em 2008, estão demasiado próximos para se perceber quem vencerá.
Obama ganhou no New Hampshire, que elege quatro grandes eleitores. A NBC diz que, neste momento, Romney tem de conseguir a Florida, o Ohio, a Virgínia e a Carolina do Norte para vencer esta eleição. De momento, é impossível perceber quem ficará com os votos destes estados.
Estados que Obama venceu, garantindo-lhe 157 votos no Colégio Eleitoral (são precisos 270): New Hampshire, Michigan, Connecticut, Rhode Island, Delaware, Nova Iorque, Distrito de Columbia (onde está Washington, a capital), Wisconsin, Illinois, New Jersey, Pensilvânia, Maine, Maryland, Vermont, Massachusetts.
Estados ganhos por Romney, que tem 162 votos no Colégio Eleitoral: Utah, Alasca, Carolina do Sul, Arkansas, Dakota do Norte, Georgia, Tennesse, Indiana, Wyoming, Kansas, Oklahoma, Kentucky, Dakota do Sul, Los Angeles, Texas, Mississippi, Montana, Vírginia Ocidental e Nebraska.

3h09 Os analistas conservadores procuram razões para explicar por que razão a Virgínia não deu uma rotunda vitória a Mitt Romney. Na Fox News, uma estação de tendência assumidamente republicana, estão dois comentadores no ar. Tucker Carlson diz que há “muitos negros” na Virgínia. Além disso, a campanha de Obama apostou num tema que foi pouco explorado pelos media – o aborto. “Se você fosse um eleitor branco de estado composto pela classe média trabalhadora não perceberia que eles estavam a fazer uma campanha sustentada no aborto”. Dana Perino concordou com Tucker: o aborto foi um tema que “ninguém do lado republicano trouxe para campanha”. Ou seja: os eleitores brancos da Virgínia não se informam, não percebem o que se passa à sua volta, e os republicanos nunca falaram do aborto durante a campanha, nem sequer os que fizeram comentários sobre as gravidezes provocadas por violações serem vontade divina.

2h55 E se só votassem as mulheres? Bárbara Reis já leu sobre esse cenário:

Desde 1972 que os especialistas americanos em sondagens fazem um exercício que ajuda a explicar algumas opções estratégicas das campanhas e a perceber como é que os americanos votam em termos demográficos. E o exercício é: se só as mulheres votassem, quem seria o Presidente? Nate Silver, que hoje, aos 38 anos, é um guru da análise eleitoral (passou de blogger com pseudónimo de legume mexicano – poblano – a analista do The New York Times) conclui que, se só as mulheres votassem nestas eleições, Obama seria facilmente reeleito Presidente (até com margem superior à que teve em relação a John MacCain em 2008) e que ganharia o Ohio, a Florida, a Virginia e todos os “swing states” – os estados que não são nem “reliably blue” (democrata) nem “red states” garantidos (republicano). Mitt Romney seria Presidente se só votassem os homens. 2000 foi o ano em que houve o maior “gender gap” dos últimos 30 anos: 20 pontos de diferença entre as mulheres que votaram em Al Gore e os homens que votaram em George W. Bush. Pelas contas de Silver, este ano haverá novo recorde. A favor de Obama.

2h45 JOGAR EM CASA: A NBC e a FOX News acabam de atribuir o estado do Wisconsin ao Presidente Barack Obama, o que quer dizer que os candidatos republicanos à presidência e vice-presidência foram derrotados nos seus estados -- Mitt Romney no Massachusetts e Paul Ryan no Wisconsin. Barack Obama ganhou no Illinois e Joe Biden no Delaware.

CORRIDA: A mensagem que as duas campanhas estão a distribuir aos seus apoiantes é: "Se ainda estão na fila para votar, permaneçam na fila para votar". A frase dá conta de como a contagem está renhida, e ninguém está interessado em dispensar um voto que seja. Nas últimas décadas, a abstenção foi elevada nas presidenciais. Em 2000 a taxa de participação foi de 51%, mas em 2004 subiu para 61%. E, em 2008, quando Barack Obama foi eleito, 63% dos eleitores foram às urnas. Os analistas consideram que a taxa de participação é maior quanto mais polarizada está a luta política, o que pode significar uma subida significativa da adesão do eleitorado este ano. O número de cidadãos que podem ser eleitores ronda os 201,5 milhões, mas apenas cerca de 170 milhões estão registados.

2h40 Na corrida ao Senado, a democrata Elisabeth Warren venceu no Massachusetts, estado de Romney. A responsável pela criação da agência de protecção ao consumidor de produtos financeiros torna-se assim a primeira senadora do Estado e recupera-o para os democratas. Em 2010, a vitória do republicano Scott Brown neste estado – onde desde 1972 não ganhava um republicano –surpreendeu o Partido Democrata.

2h39 O eurodeputado português Rui Tavares está confiante na reeleição de Obama. O empresário e comentador Pedro Marques Lopes, também.



2h37 Se tudo terminasse agora, ganharia Romney, que garantiu 152 grandes eleitores, contra 123 de Obama, com cerca de metade dos votos nacionais contados. Para ser eleito Presidente dos Estados Unidos, um candidato tem de ter a maioria dos lugares do Colégio Eleitoral, composto por 538 grandes eleitores. Ou seja, a vitória no Colégio Eleitoral cairá para quem garantir 270 grandes eleitores. Nesta altura, com estados muito importantes e com peso eleitoral, ainda a contar votos, faltam atribuir 263 grandes eleitores.

A grande incógnita neste momento está na Florida, onde com cerca de 60% dos votos contados Romney tem uma vantagem de 600 votos em relação a Obama.

2h30 Os discursos da tomada de posse:
Perante a incerteza sobre o vencedor, o The New York Times imaginou como seria o início do discurso inaugural de Barack Obama e o de Mitt Romney no dia da tomada de posse, a 20 de Janeiro de 2013 em Washington.
Obama: "Bem, muito obrigada a todos. Muito obrigada. Muito obrigada. Muito, muito obrigada a todos. Por favor sentem-se”.
Romney: “Obrigada. Muito obrigada. Obrigada Ohio. Que recepção. É óptimo estar aqui hoje. Fantástico. Vocês são fantásticos”.

2h12 O escrutínio nos estados decisivos aproxima-se do fim. Na Florida, e com 60% dos votos contados, Obama e Romney estão empatados, 50% para cada um. No Ohio, Obama vai à frente com 55% dos votos já escrutinados; Romney vai nos 44%. Na Virgínia, com metade dos votos contados, Romney mantém-se à frente por uma margem confortável – 54% contra 45.

Como se previa, Mitt Romney conseguiu os 38 grandes eleitores do Texas e venceu também o Kansas, o Louisiana (oito grandes eleitores), o Nebraska (três dos cinco grandes eleitores), o Dakota do Norte (três) e do Sul (três), o Wyoming (três grandes eleitores), o Mississippi e o Louisiana (oito).

Barack Obama venceu nos estados do Michigan (16 grandes eleitores; era um estado onde o resultado era imprevisível, podendo sair vencedor qualquer dos candidatos), em Nova Iorque (29 grandes eleitores), e em New Jersey (14).

Noutro escrutínio, o da votação para o Congresso, já se sabe que o Partido Republicano manterá a maioria na Câmara de Representantes. As previsões apontam para uma vitória democrata no Senado. De momento, ambos os partidos garantiram 41 lugares (num total de 100 representantes, sem contar com o Presidente).

2h15 Segundo as projecções da CNN, os republicanos vão manter a maioria na Casa dos Representantes.

2h11 Rita Siza acompanhou duas eleições (2004 e 2008) nos EUA. E o que pensa da campanha de 2012?

Não podia ter sido mais diferente daquela que, em 2008, levou Barack Obama até à Casa Branca.
Há quatro anos, o país estava notoriamente a chegar ao fim de um ciclo político. Não era só o fim da era de George W. Bush (e com ele, definitivamente, da guerra do Iraque) mas também do seu modelo de conservadorismo – que de certa forma o candidato republicano John McCain continuava a representar e foi claramente rejeitado pelos eleitores americanos.
Por causa da campanha de Barack Obama, mas também muito por causa do processo das primárias dos dois partidos (uma vez que se tratava de uma eleição aberta e sem recandidatos), durante os longos meses de confronto político os americanos andaram a discutir o país queriam para o futuro. Foi uma campanha pela positiva, recheada de novidades históricas e de mensagens idealistas, que motivou os americanos apelando aos seus melhores instintos.
Desta vez viveu-se um ambiente nefasto. A “poesia” foi esmagada pela realidade, e a campanha fez-se pela negativa, com ambos os candidatos a tentarem descaracterizar o adversário mais do que a promoverem-se a si mesmos e com os eleitores a decidirem o seu voto mais por reacção do que por inspiração. Foram meses em que as grandes propostas, os grandes ideais, se fizeram tímidos, com Obama e Romney a refugiarem-se em fórmulas ambíguas e a escaparem dos detalhes. Foi uma campanha pragmática e desinspirada – mas como mostram os números, altamente eficiente.

2h10 Em Lisboa, o Hard Rock tem cada vez menos pessoas, à medida que o relogio avança. Ainda assim, dois portugueses permanecem irredutíveis: Ribeiro e Castro, apoiante de Romney, e Miguel Vale de Almeida, apoiante de Obama

1h54 Ana Gomes Ferreira, ex-correspondente em Nova Iorque (1999-2001), invoca a terra que deu o pontapé de saída:

Dixville Notch é um cartão postal. Uma aldeia pequenina de aspecto idílico rodeada de montanhas. Na década de 1960, começou a tradição de votar mal bate a meia-noite e começa o dia da eleição. Dois ou três minutos depois, os votos são contados e o resultado anunciado, o que só é possível porque a população é escassa.

No censo de 2010 eram dez eleitores desta terreola de New Hampshire junto à fronteira do Canadá. Ao primeiro-minuto do dia, cinco votaram em Obama e cinco em Romney. Diz a tradição que o que se passa em Dixville Notch reflecte o que se passará no resto do país — um mito que pode revelar-se certeiro.

1h48 Em Lisboa, Miguel Vale de Almeida, ex-deputado independente pelo PS e activista dos direitos dos homossexuais, é das pessoas que prestam mais atenção ao ecrã gigante no Hard Rock Café, e que está sintonizado na CNN. "Os EUA são para mim uma segunda pátria por questões pessoais", adianta o sociólogo. Não tem dúvidas em afirmar que uma vitória de Romney seria prejudicial para a causa pelos direitos homossexuais. "Mitt Romney molda as suas opiniões em questões sociais, como são os direitos gays e lésbicas, conforme a pressão dos lobbies que o rodeiam", refere.

1h48“É a economia estúpido”, dizem os eleitores. Quando James Carville, o principal estratega da campanha de Bill Clinton nas eleições de 1992, escreveu: “É a economia, estúpido!”, fê-lo para que o candidato nunca se esquecesse daquele que era o assunto mais importante para os eleitores. Uma sondagem feita pela Associated Press revela que em 2012 a economia continua a ser o tema determinante, com seis em cada 10 eleitores a afirmarem que os resultados de hoje vão depender essencialmente desse tema.

A sondagem revela também que cerca de metade dos eleitores pensam que é o anterior presidente, George W. Bush, e não Obama, o principal responsável pelas dificuldades económicas da América.

1h34 Nenhum republicano foi eleito sem conquistar o Ohio, e a campanha de Romney depende de uma forte adesão nas áreas rurais do Sul e Oeste do estado, onde domina o bloco evangélico que deu a maioria a George W. Bush em 2004. Além disso, depende de uma menor participação dos eleitores das zonas democratas – a região do Nordeste do estado, que faz fronteira com a Pensilvânia e o Norte que está mais sujeito à influência do Michigan. Obama beneficia de uma vasta população negra na área de Cleveland. O condado de Hamilton é aquele que replica a votação do estado – o vencedor ficará com os 18 votos do Ohio no Colégio Eleitoral.

1h33 A Fox News está a anunciar que, na corrida para o Senado, os republicanos estão ligeiramente à frente dos democratas com 39 senadores eleitos contra 36. Para a Câmara de Representantes, os republicanos lideram também com 24 congressistas eleitos contra 12 para o campo democrata. Senado (câmara alta) e Câmara de Representantes compõem o Congresso, o órgão legislativo dos EUA. Barack Obama iniciou o seu mandato com um congresso favorável, mas rapidamente os democratas passaram a minoria.

1h16 Obama está, neste momento, à frente de Romney, de acordo com as projecções dos media dos EUA.

Acabam de fechar as urnas numa série de estados que representam 172 grandes eleitores (o colégio que escolhe o Presidente, a votação de terça-feira serviu para os eleger). De acordo com as previsões, Obama terá conseguido 64 grandes eleitores e Romney 56. São precisos os votos de 270 dos 538 grandes eleitores para eleger um Presidente.

Obama ganhou no Connecticut (sete grandes eleitores), no Delaware (três), no District of Columbia (três), em Maryland (dez), em Illinois (20), no Maine (três) no Massachusetts (11) – que é o estado de Mitt Romney –, no Maine (três dos quatro grandes eleitores, o outro está ainda em dúvida).

Romney venceu Oklahoma (sete grandes eleitores) e na Geórgia (16).

Alabama, Florida, Rhode Island, Mississippi, Pensilvânia e Tennessee preparam-se para divulgar os dados

1h10 O humor teve um papel importante durante a campanha. Agora, na noite das eleições, está de volta.


0h55 Romney ganhou na Virgínia Ocidental. Era esperado uma vez que é um estado republicano desde 2008. Romney vai à frente também no Indiana e no Kentucky, mais dois estados tradicionalmente republicanos. No Vermont, e segundo as previsões com base nas sondagens à boca das urnas, Obama deverá vencer.

O embaixador americano em Portugal, Allan Katz, diz que "esta noite vai ser muito longa", uma vez que serão as eleições mais renhidas de sempre. Lamentou o facto de "as eleições serem cada vez mais caras". Katz é um dos presentes no Hard Rock Café, em Lisboa, que tem cerca de 200 pessoas numa festa planeada pela embaixada americana e pela Americans in Portugal. A maior parte dos presentes são portugueses, mas também se ouve muito inglês americano e português com sotaque americano.

No Hard Rock existe uma mesa de voto, para umas "mock elections", isto é, eleições falsas. Cada eleitor tem direito a um autocolante que diz "I Voted" (Eu votei). Muitos colaram-no orgulhosamente na camisola. Outros, menos sóbrios, na testa.

0h48 Bárbara Reis, correspondente em Nova Iorque na segunda metade da década de 1990, recorda a importância do Ohio:



Hoje, o mundo está de olhos postos no Ohio, mas há anos que é assim. No Inverno de 1998, quando o então Presidente democrata Bill Clinton andava em campanha a preparar Saddam Hussein, os aliados e os americanos para a possibilidade de uma guerra contra o Iraque, montou uma estratégia de comunicação: em poucas horas, o Secretário da Defesa William Cohen foi ao “Larry King Live” na CNN; no dia seguinte Clinton fez uma sessão no Pentágono transmitida em directo pelas televisões, e Sandy Berger, o seu Conselheiro de Segurança Nacional, falou por satélite “aos cidadãos do Médio Oriente e Europa”. No plano, faltava o clássico “town hall meeting”.

A Casa Branca queria ouvir as opiniões dos americanos — e falar aos americanos – sem filtros. Onde o fazer? Das 20 mil cidades americanas, a escolhida foi Columbus, uma cidade de operários no Ohio. Ninguém ficou surpreendido.

Ohio é o “estado da normalidade americana”, o estado amostra, o estado onde uma pasta de dentes nova é testada antes de ser lançada no mercado nacional. A sua população é famosa por ser franca e directa, falar sem meias palavras, dizer o que pensa. Foi isso que aconteceu quando, em Fevereiro de 1998, Clinton foi ao Ohio com toda a equipa dos negócios estrangeiros — Cohen, Berger e Madeleine Albright, a Secretária de Estado. Clinton dizia: “A guerra nunca é a primeira resposta, mas às vezes é a única resposta”. Da plateia perguntavam: “Qual é a justificação moral para atacar o Iraque?”. Clinton argumentava que Saddam era “mentiroso” e não cumpria as resoluções da ONU. E vinha outra pergunta: “Porque é que vamos atacar o Iraque e não atacamos a Turquia, Israel ou a Arábia Saudita, que também violaram resoluções da ONU e têm o mesmo tipo de armas?”. Isto durante horas. Nessa altura, 60% dos americanos eram contra a guerra e todos pareciam estar ali, naquela cidade industrial do Ohio. “A paciência americana não é infinita”, dizia Clinton. E vinha mais pergunta de outro cidadão: “Nenhum vizinho do Iraque pediu a nossa ajuda. Porque é que vamos atacar?”

Madeleine Albright não escondia o desconforto. Houve gritos e até pessoas expulsas do grande ginásio de Columbus. A certa altura, no meio de uma total desordem, Albright pediu aos mediadores: “Será que pode dizer a estas pessoas que eu a seguir falarei com elas com todo o prazer?” No fim, a moderadora fechou o encontro com uma frase: “O debate foi barulhento, mas na América é assim.” Teria sido mais rigoroso dizer: “No Ohio é assim.”

0h45 Sondagens às boca das urnas: no estado decisivo do Ohio: 51% para Obama, 41% para Romney. Carolina do Sul: 77% para Obama, 22% para Romney. Florida: 52% para Obama, 48% para Romney. Vírginia: 58% para Romney, 40% para Obama.

0h34 O interesse pelo resultado das presidenciais norte-americanas chega longe. A noite está a ser acompanhada na Europa, em África, na Ásia, na Oceânia e... além.


0h33 VIRGÍNIA: As pistas podem vir dos subúrbios do Norte da Virgínia, que em 2008 quebraram o padrão histórico do estado (que desde 1964 só elegeu republicanos) e permitiram a vitória de Obama. Além de liderar nos subúrbios que compõem os arredores da capital, Obama tem vantagem na área à volta de Norfolk e da capital do estado, Richmond, tudo áreas com grande população negra. Mitt Romney precisa de contrabalançar com uma boa votação nas áreas rurais do Sul, no vale do Shenandoah e no oeste, onde a produção de carvão é importante. Um dos desafios para os republicanos é o potencial de dispersão do voto à direita no candidato do Partido, Virgil Goode, do Partido da Constituição.

SENADO: Algumas corridas poderão servir de pista para a tendência do eleitorado. Uma delas é a que opõe o democrata Tim Kaine ao republicano George Allen na Virgínia. O democrata é o favorito, mas nas últimas semanas a corrida tornou-se mais competitiva. Se Allen conseguir recuperar da sua posição nas sondagens, pode admitir-se um movimento semelhante de Mitt Romney.

0h28 Vai ser uma noite movimentada nos Estados Unidos e também aqui no PÚBLICO. Eis quem nos vai ajudar a perceber o que se vai passar durante as próximas horas.

Ana Gomes Ferreira (correspondente em Nova Iorque, 1999-2001)


Bárbara Reis (correspondente em Nova Iorque, 1995-1999)


Rita Siza (correspondente em Washington, 2005-2010)


0h19 Grande afluência às urnas na Florida, Virgínia e Ohio. Neste último estado há longas filas junto às assembleias de voto. Apesar de as urnas já terem oficialmente encerrado, todas as pessoas que se encontrarem na fila para votar têm direito a exercer o direito de voto. Estão a ser reportadas longas filas de eleitores a aguardar pela sua vez na parte Norte do estado, precisamente nos subúrbios da capital que deram a vantagem a Obama há quatro anos. Em 2008, John McCain estava à frente com 90% dos votos contados. Quando se adicionaram os resultados das zonas suburbanas do Norte, Obama venceu, com uma diferença de 53% contra 48%.

As assembleias de voto em Ohio, Florida e Vírginia Ocidental encerram às 19h30 (00h30 em Portugal continental). As sondagens à boca das urnas mostram mais um empate, este na Florida, com 50% para cada candidato. Há filas de eleitores que ainda querem exercer o seu direito de voto.



0h18 Começou – os resultados do escrutínio vão começar a ser divulgados. É uma eleição histórica, porque o dia começou com um empate entre os candidatos, Barack Obama e Mitt Romney. No Indiana, as sondagens à boca da urna, que estão a ser divulgadas pela CNN, mostram Romney à frente com 55%; Obama com 43%. Já na Virgínia, o mesmo tipo de sondagem está a dar um empate, com 49% para cada um.

23h58 PROJECÇÕES: As primeiras indicações das sondagens à boca da urna a ter em conta são as relativas à demografia dos eleitores. As campanhas e os comentadores vão estar atentos à composição do eleitorado em cada distrito eleitoral e imediatamente fazer a comparação com o resultado de 2008.
Um exemplo: no estado do Colorado, os hispânicos foram 13% dos eleitores. Se as sondagens indicaram que a sua participação subiu para os 15 ou 20%, a diferença será favorável a Obama; se pelo contrário tiver caído para abaixo de 10%, será positivo para Romney.
Outro exemplo: qual foi a distribuição etária do eleitorado. Se o grupo dos jovens até 30 anos mantiver o nível de participação da última eleição, é bom sinal para o candidato democrata. Se a participação ficar muito abaixo de 2008, a campanha republicana respirará de alívio.

23h55 Bem-vindos à cobertura da noite eleitoral no PÚBLICO online. Durante as próximas horas iremos acompanhar a contagem dos votos nos Estados Unidos. Teremos em Chicago a correspondente do PÚBLICO nos Estados Unidos, Kathleen Gomes, e nas redacções de Lisboa e do Porto quatro ex-correspondentes. Estaremos também no Hard Rock Café, em Lisboa, onde a Embaixada americana organizou uma noite especial para acompanhar o desfecho destas eleições disputadas entre Barack Obama (democrata) e Mitt Romney (republicano).

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