Adrian Nastase, ex-primeiro-ministro da Roménia, foi condenado nesta quarta-feira a dois anos de prisão por corrupção. A sentença foi confirmada pelo Supremo Tribunal romeno e a decisão está a ser encarda como um sinal para a União Europeia de que se está a intensificar o combate à corrupção no país.
“O Tribunal mantém a pena de dois anos de prisão”, anunciou a juíza Marcela Radu. Nastace, de 61 anos, foi primeiro-ministro do Governo social-democrata da Roménia entre 2000 e 2004 e tinha sido acusado de desviar para a sua campanha presidencial 1,5 milhões de euros do orçamento do Estado destinados a financiar um simpósio junto de empresas e homens de negócios. As eleições acabaram por ser ganhar por Traian Basescu, o actual Presidente.
A sentença foi anunciada dois dias depois de o actual primeiro-ministro, Victor Ponta, ter sido acusado de plágio na sua tese de doutoramento, tal como já tinha acontecido com o ministro da Educação e Ciência. Aliás, Nastase foi orientador da tese de Victor Ponta sobre o funcionamento do Tribunal Penal Internacional. Na altura, Ponta era secretário de Estado no Governo de Nastase.
O antigo primeiro-ministro não compareceu na sala de audiências e foram-lhe dadas 24 horas para se apresentar à polícia para ser detido. É o mais alto responsável político condenado na Roménia, num dos raros julgamentos que envolveu, na Europa, um antigo chefe de Estado.
Ao longo do processo, Nastase defendeu ter sido vítima de um processo político. A sua condenação fragiliza também o Governo de Victor Ponta, de que Nastase é considerado mentor.
A investigação relativa a este caso de corrupção começou há mais de três anos, Nastase teve cinco advogados que terão procurado que o caso prescrevesse. A Roménia entrou na União Europeia em 2007, e desde então tem sido alvo de observação por parte de Bruxelas no que diz respeito às reformas no sistema de justiça e combate à corrupção.

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