Acusado de abuso de confiança, MNE de Israel pode ter que deixar o Governo

Apontado como candidato a ministro da Defesa, Avigdor Lieberman escapou às principais acusações: corrupção e lavagem de dinheiro. Mas pode ter que se demitir.

Avigdor Lieberman em 2008 Eliana Aponte/Reuters

O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman, foi esta quinta-feira acusado de abuso de confiança. Está envolvido num escândalo financeiro e escapou às acusações mais graves, de corrupção e lavagem de dinheiro, com o tribunal a considerar não ter provas suficientes contra o governante.

Apesar de ir a julgamento por um crime menor, por comparação com corrupção e lavagem de dinheiro, pode ser obrigado a demitir-se do Governo, explica a BBC online. A lei israelita sobre a matéria é "complexa", diz esta estação de televisão.

Se por um lado pode provocar uma baixa no Governo de Benjamin Netanyahu (Likud, direita), não impede Lieberman de chefiar o seu partido, o Yisrael Beiteinu (extrema-direita), nas eleições gerais que têm lugar dentro de seis semanas. Os dois partidos fundiram-se numa só força eleitoral para este escrutínio.

A oposição pediu a demissão imediata de Avigdor Lieberman, mas o partido deste disse em comunicado que não houve comportamento errado por parte do seu líder. Caso o ministro opte por se manter no cargo, a oposição pode accionar a Justiça pedindo que seja esta a afastar Lieberman.

Depois de o ministro da Defesa, Ehud Barak (independente), ter anunciado que deixaria a política no final do mandato do actual Governo, os analistas israelitas referiram o nome de Lieberman como possível ocupante do cargo, caso o Likud-Beiteinu vença as eleições. Os tribunais, evitando acusações maiores por falta de provas num caso que se arrasta há já alguns anos, decidiram que o ministro irá mesmo a julgamento, o que pode comprometer o seu futuro político a curto prazo.

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