O islamista Abu Qatada, detido no Reino Unido, foi libertado esta terça-feira, depois de ter ganho o recurso contra a sua extradição para a Jordânia, onde é acusado de terrorismo por alegadamente ter planeado dois atentados.
Qatada - um líder religioso jordano de 51 anos que é tido como um dos principais ideólogos da jihad na Europa e chegou a ser descrito como o braço-direito de Osama bin Laden no continente - foi libertado esta terça-feira da prisão de alta segurança de Long Lartin.
Mas com várias restrições: uma pulseira electrónica e a imposição de um recolher obrigatório das 16h às 8h do dia seguinte. Também terá regras para com quem se pode encontrar ou não.
Esta libertação é um revés para o Governo britânico, que há uma década tentava extraditá-lo. A ministra do Interior, Theresa May, já tinha até conseguido garantias das autoridades da Jordânia de que Qatada não seria julgado com base em declarações obtidas através de técnicas de tortura.
Ainda assim, os juízes entenderam que, apesar dessas garantias, o risco de Qatada não ter direito a um julgamento justo continua a existir. A não ser que, argumentaram, a Jordânia faça alterações ao seu código penal.
May já disse, perante dos deputados, que irá recorrer da decisão de libertação do líder religioso e aproveitou para criticar o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que “continua a mover os postes aos governos que tentam deportar estrangeiros perigosos”.

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