As autoridades policiais do Rio de Janeiro detiveram 63 polícias militares e 11 alegados traficantes de droga. As detenções aconteceram no culminar de uma investigação relacionada com subornos que durava há um ano.
“O policial militar tem de ter a certeza de que [a impunidade] acabou. Não aceitamos mais ser humilhados por desvios de conduta praticados por alguns”, disse Erir Ribeiro, comandante-geral da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, estado que tenta combater a corrupção nas forças policiais no contexto dos preparativos para o Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Chamada Operação Purificação, a investigação da Secretaria de Segurança do Rio, Ministério Público e das polícias militar e federal reflecte o esforço das autoridades para acabar com as ligações perigosas entre polícias e os criminosos.
“Não há instituição que ganhe confiança sem mostrar a capacidade de cortar na própria carne”, afirmou, citado pelos jornais brasileiros, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Todos os polícias militares presos pertenciam ao mesmo 15.º Batalhão e o comandante desta unidade foi demitido. O grupo é suspeito de receber subornos regulares (as chamadas “propinas”) dos traficantes que actuam em favelas da Baixada Fulminense.
De acordo com as investigações, dois grupos de acção táctica daquele batalhão recebiam até 5000 reais (1800 euros) diariamente, dependendo do movimento dos pontos de venda de droga das favelas daquela zona. Os detidos são acusados de tráfico de droga, corrupção e rapto.
Notícia corrigida às 11h22: Altera cargo ocupado por Erir Ribeiro, de comandante da polícia do Rio de Janeiro para comandante-geral da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro

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