370 mil assinaturas em petição a pedir o encerramento de Guantánamo

Documento entregue na Casa Branca no dia 100 da greve de fome dos presos.

Os activistas manifestaram-se em frente à Casa Branca Joshua Roberts/Reuters

Um grupo de activistas fez chegar nesta sexta-feira à Casa Branca, a sede do Governo dos Estados Unidos, uma petição com 370 mil assinaturas pedindo o encerramento imediato da prisão de Guantánamo. Ali, um grupo de presos cumpriu 100 dias de greve de fome em protesto pelas detenções e pela forma como são tratados.

"Imoral, ilegal, ineficaz", dizia uma faixa negra que os activistas levaram com eles. "Os anos de detenção sem culpa formada nem processos criaram um sentimento de desespero entre os homens que estão em Guantánamo", disse à AFP Richard Killmer, director da Campanha Religiosa Nacional contra a Tortura.

O antigo procurador militar de Guantánamo, coronel Morris Davis, fez chegar a petição à Casa Branca. O documento faz um pedido ao Presidente Barack Obama: "Liberte-os, envie-os para casa ou faça-lhes justiça".

Em Guantánamo estão, há vários anos e sem culpa formada, homens que foram presos por suspeita de terrorismo e associação terrorista. As organizações internacionais de direitos humanos denunciaram, ao longo do tempo, a prática de tortura e os maus tratos aos detidos.

Muitos deles, porém, não podem ser reenviados para os seus países pois correm o risco de serem mortos. A alternativa de os libertar dentro das fronteiras dos EUA também não agrada à Casa Branca. E não há provas sólidas que permitam acusar uma percentagem deles. Continuam, pois, presos ao abrigo das leis contra o terrorismo.

Neste momento estão detidas 166 pessoas, estando 102 delas em greve de fome, algumas desde 6 de Fevereiro. Trinta deles já foram alimentados à força. Não é a primeira vez que há uma greve de fome em Guantánamo. Em 2005, 142 detidos entre os 575 presos deixaram de comer em protesto e 30 deles foram também alimentados à força através de tubos naso-gástricos.

O encerramento da prisão de Guantánamo, uma zona em Cuba que é uma base militar americana, foi uma promessa eleitoral de Barack Obama.

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