• Dead Combo e skates na passerelle
  • Restaurantes de topo com menus a 20 euros
  • Há fanáticos de tudo, até da Eurovisão
Kay veio das townships para o mundo da arte

Kay com os pais em Alexandra, township de onde saiu em 2003. Os pais ainda lá vivem (Fotografia: Pedro Cunha)

Nova classe média negra

Uma rapariga da nova classe média negra, na nova África do Sul. Esta é a história de como Kay partiu de uma zona pobre, sobrepovoada e violenta, e hoje é manager de um grande espaço criativo no centro de Joanesburgo.

Renovação

Quem tem medo da Baixa de Joanesburgo?

Há dez anos tinha fama de apocalipse. Agora há casas novas para alugar a 280 euros, e voltou a haver teatro, livrarias, artistas. Só faltam brancos a andar na rua. Um dia na Baixa de Joanesburgo, com Lucky & Rifumo.

Tensão racial

Mestiços à procura de lugar

Existem tantos mestiços como brancos na África do Sul. Foram discriminados no apartheid e sentem-se discriminados agora. Isso não evitou que Grant, um branco, casasse e tivesse filhos com Marietta, uma mestiça. Mas um par misto não é assim tão comum.

Joanesburgo

Hotel Yeoville: África em casa

Megan tomou todas as drogas dos 13 aos 16 anos. Agora tem 18 e escreve poemas em Hotel Yeoville. Não é um hotel. É um lugar onde gente de toda a África se pode sentir em casa. Num dos bairros mais temidos de Joanesburgo, uma artista plástica dá a ver o invisível: pobres, imigrantes, gente que aluga uma cama a meias

Soweto

Lebo recebe o mundo de bicicleta

O Soweto pode comprar roupa Issey Miyake, mas ainda tem telhados de zinco. Um dia levantou-se contra o apartheid e nunca mais nada foi igual. Por causa disso, Lebo cresceu sem os pais e hoje quer receber o mundo. Um 1º de Maio no maior aglomerado negro da África do Sul.

Robben Island

Na ilha onde Mandela esteve preso

Cinco quilómetros quadrados de mato, pinguins e o que sobra da História. Foi nesta ilha que, ao longo de 18 anos, Nelson Mandela aprendeu a ficar cada vez mais forte. Isso mudou a África do Sul e continua a ser uma inspiração para o mundo. Todos os dias se enchem barcos para ir ver a cela 466/64.

Luís Magalhães e Nina Schumann

Dois pianistas nas vinhas do Cabo

Ele é português. Ela é afrikaner. Conheceram-se na América e casaram-se seis meses depois. Agora vivem com os filhos em Stellenbosch, oásis de vinhas e universidade que foi bastião do apartheid. A mudança começa em casa, dizem eles.

Pós-apartheid

Há verdade, falta reconciliação

Brancos com medo de negros. Negros com raiva de brancos. Raparigas que trocam sexo por dois euros e não têm coragem de exigir preservativo. Quase seis milhões de seropositivos, sobretudo jovens, sobretudo pobres. Milhões ainda em bairros de lata. Depois do apartheid, a África do Sul viu a verdade. Foi um milagre humano não ter explodido. Mas a reconciliação é urgente. Há homens e mulheres a trabalhar nisso. Desmond Tutu acredita que o país vai dar a volta e o Mundial será um orgulho.

Julius Malema

A África do Sul leva-o a sério?

Um idiota. Um racista. O homem que vai ser o novo Mandela. O que nunca será um Mandela. De Joanesburgo ao Cabo, perguntámos a brancos e negros o que pensam do polémico líder da Juventude do ANC.

Extrema-direita

Isto é uma guerra, dizem os bóeres de Terre"Blanche

Terre"Blanche era o rosto da extrema-direita sul-africana. Sobre a sua campa, o sucessor jura pela independência bóer. Acha que os negros vão atacar os brancos e portanto os bóeres estão a treinar-se para a guerra. Viagem ao mundo rural, onde 85 por cento da terra continua na mão dos brancos.