Teatro à bruta

Um grupo de finalistas da Escola Superior de Teatro e Cinema reuniu-se. Tinham acabado o curso, davam-se bem e queriam continuar a trabalhar juntos. O que é que daí podia resultar ainda não sabiam, mas tinham vontade de descobrir. Foi aí que tudo começou.

Convidaram João André, também actor, para os dirigir, apesar de nem saberem ainda que peça iriam representar. Mas João aceitou. “Foi um processo muito rápido, nem houve dúvidas. Fomos tropeçando nos acontecimentos, as coisas foram acontecendo. ‘Primeiro, temos de ter uma licença para podermos fazer uma peça de teatro… Mas, antes disto, se calhar é mais fácil se criarmos uma associação cultural… Agora que temos uma associação cultural, temos de ter uma identidade’”. E foi assim que um projecto que começou com um grupo de finalistas se transformou numa companhia de teatro profissional.

“A primeira função da Bruta. é não ser mais uma companhia de teatro a fazer o que já foi feito. A nossa maior dificuldade é arranjarmos locais para ensaiar, porque estamos sempre dependentes da boa vontade alheia. Por agora é assim que tem de ser, mas o grande objectivo é tornarmo-nos uma companhia de teatro autónoma, que consiga ser auto-suficiente”, conta João.

Março foi mês de estreias: a da Bruta. enquanto companhia de teatro, e a da primeira peça da sua autoria, “Marias e Manéis”, uma adaptação da peça Os Horácios e Curiácios, de Bertolt Brecht. “Tão depressa não tínhamos sitio para estrear, como assim que estreámos tínhamos a Comuna Teatro de Pesquisa, o espaço das Gaivotas, o Amélia Rey Colaço e o Turim. De repente, as coisas aconteceram”, diz João.

Estrearam no Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, em Algés, e voltaram a apresentar a peça, em Maio, no teatro Turim. Agora, é a vez do Comuna Teatro de Pesquisa conhecer este que é o primeiro filho da Bruta.: esta semana, de quarta-feira a domingo. Quanto ao futuro, João André revelou apenas que os filhos número 2 e 3 já estão a ser planeados. É uma questão de se manter atento.

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