À luz da Amnistia

“Melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão” é o slogan da Amnistia. Mais vale uma acção, por pequena que seja, do que só reclamar sobre o problema e nada fazer para o resolver. Porque a mudança começa com a divulgação dos factos, todos os anos a Amnistia Internacional publica um relatório que documenta o estado do mundo em matéria de violações dos direitos humanos quaisquer que sejam e onde quer que eles aconteçam.

O primeiro relatório anual, publicado em 1962, divulgava a situação de 210 prisioneiros e 1200 casos registados. O relatório de 2016/17 estende-se ao longo de 400 páginas em que, país a país, 159 no total, se descreve a situação observada face aos direitos humanos nos mais diversos âmbitos: abolição da pena de morte; direitos das mulheres, dos refugiados; discriminação de género, de orientação sexual e de identidade; detenções arbitrárias, execuções ilegais; liberdade de opinião, etc. Os dados divulgados são apenas os registos confirmados pelas secções da AI e em muitos casos não representam a realidade que se vive nesses países. Para facilitar a compreensão dos dados, agrupámos o conjunto de violações ou abusos mais referidos por “semelhança dos actos e do efeito sobre as pessoas”, salvaguardando desde já a injustiça das comparações. Não havendo números exactos para a maioria dos casos, pensámos numa apresentação cruzada que permitisse ver e compreender onde mais se sofre e porquê. Nos casos contabilizados, quando há números elevados, menções a abusos recorrentes ou resultantes em mortes, usámos uma cor mais forte. Para uma leitura mais imediata, apresentamos gráficos com outros dados do relatório e mapas que permitem identificar as zonas de maior e menor incidência dos direitos violados. Com Joaquim Guerreiro

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  • A 28 de Maio de 1961, há precisamente 56 anos, o semanário The Observer, do Reino Unido, publicava o artigo de um advogado, Peter Benenson, que esteve na origem da criação da Amnistia Internacional.

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