Ao fim de 41 anos fugido das autoridades americanas, George Wright foi encontrado em Portugal, em Setembro. Esteve preso, saiu e esperou pela decisão do tribunal. Cinco meses depois, respirou de alívio: o pedido de extradição dos Estados Unidos era recusado.
Agora, já pode viver sem o peso de um segredo guardado durante mais de metade da sua vida. A espectacular fuga da prisão e o sequestro de um avião abriram telejornais de todo o mundo quando foi encontrado. Não é todos os dias que os media podem retratar a história real de uma intriga digna de filme. Talvez por isso mesmo, muito tenha ficado por contar. Tentámos sabê-la pelo próprio, mas Wright, através do seu advogado Manuel Luís Ferreira, recusou os vários pedidos de entrevista, bem como a resposta a um conjunto de perguntas enviadas por email com o objectivo de esclarecer factos e versões que contradiziam algumas alegações da sua defesa. Numa página do movimento contra a extradição de Jorge dos Santos, Ferreira colocou mesmo um post, a 12 de Abril, apelando a todos a que “não colaborem” com os jornalistas.
Depois de quase dois meses de investigação e de 150 contactos, chegámos à história do homem que teve pelo menos cinco nomes, viveu sempre em cidades pequenas e circulou debaixo das barbas dos americanos. O processo judicial está fechado. Mas a história dele não.
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