No seu balanço de onze anos de Rui Rio, a CDU diz que o Porto está há “demasiado tempo a andar para trás"

Comunistas consideram que, à chegada do último ano de Rio na autarquia, a cidade está paralisada, à deriva e sem obra".

Presidente da Câmara do Porto, Rui Rio Tomou posse pela primeira vez a 8 de Janeiro de 2002 Nelson Garrido

Como tem sido habitual, os Paços do Concelho do Porto vão engalanar-se, esta tarde, para assinalar mais um ano de mandato da coligação PSD/CDS-PP, liderada por Rui Rio. Para o ano, se Rio discursar, será já na qualidade de transmissor da presidência ao senhor que se segue, pelo que este ano deverá ter um sabor especial para o presidente da câmara.

Hoje, espera-se o habitual balanço positivo da governação do autarca (e as cada vez mais duras críticas ao Governo), mas a CDU não quis que Rio fizesse a festa sozinho e emitiu, esta manhã, um comunicado em que a gestão autárquica só recebe críticas negativas. Os comunistas consideram que onze anos da coligação PSD/CDS-PP foi “demasiado tempo a andar para trás”.

As portas dos Paços do Concelho vão estar abertas para quem quiser assistir, a partir das 18h desta terça-feira, às celebrações do 11.º aniversário da gestão de Rui Rio. Antes da intervenção do autarca, a manter-se a tradição, irá falar o convidado de Rio que, este ano, é o presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, que foi também ministro da Educação e das Finanças do socialista António Guterres.

Antecipando-se aos discursos do final da tarde, a CDU emitiu, esta manhã, um longo comunicado, em que considera que a cidade está “paralisada, à deriva e sem obra”. Repetindo as críticas às várias concessões feitas pela maioria PSD/CDS-PP, à falta de soluções para os problemas da animação nocturna, os comunistas consideram que “entre os objectivos proclamados pela coligação que falharam, o mais significativo ao nível das consequências foi, sem dúvida, o Mercado do Bolhão, que, por opção política, se encontra cada vez mais desertificado, degradado e a definhar em passo acelerado, a dois anos de ser assinalado o seu centenário”.

Os comunistas, que ainda não indicaram quem será o seu candidato à Câmara do Porto nas eleições autárquicas deste ano (apesar de tudo apontar para que seja Pedro Carvalho, o actual vereador eleito da CDU), aproveitam ainda a ocasião para criticar os candidatos já conhecidos – Luís Filipe Menezes (PSD) e Manuel Pizarro (PS), classificados, respectivamente, como “o candidato do Governo” e “o candidato do Governo PS/Sócrates”.“A repetição dos slogans ‘pró-Porto’ ou ‘pró-Norte’ não iliba PS/PSD/CDS e os seus candidatos de estarem profundamente comprometidos com as políticas desastrosas que conduziram a cidade e a região do Porto à actual situação”, acusam.

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