Rio diz que PSD e CDS tiveram comportamento exemplar consigo “até há um ano ou dois”

Presidente da Câmara do Porto participou num debate na Universidade Lusófona para o qual foi também convidado Rui Moreira, o candidato independente apoiado pelo CDS.

Rui Rio foi eleito pela coligação PSD/CDS e está a cumprir o terceiro e último mandato na Câmara do Porto Paulo Ricca/Arquivo

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, afirmou nesta quarta-feira que, “até há um ano ou dois”, o PSD e o CDS comportaram-se consigo “de forma exemplar”, considerando que isso também se deveu à sua “postura”.

“Praticamente, nunca senti pressão que fosse para lá daquilo que fosse razoável”, salientou.

O autarca respondeu assim a uma questão formulada durante um debate sobre o tema Gestão e Política, na Universidade Lusófona do Porto, do qual, aliás, foi o primeiro interveniente e onde participou também Rui Moreira, candidato independente à autarquia portuense.

A pergunta foi sobre se um político eleito deve fidelidade ao seu partido ou ao eleitorado, tendo Rui Rio respondido que “a ciência está entre saber equilibrar isto”

“A minha primeira fidelidade é à cidade e ao eleitorado”, realçou, acrescentando, porém, que “a cidade também tem de entender” que foi eleito por um partido. “Devo estar disponível para me darem sugestões, desde que elas sejam sérias, sensatas e se enquadrem no interesse público. Se elas não forem sérias, nem sensatas, nem se enquadrarem no interesse público, eu aí tenho de cortar liminarmente porque a fidelidade é ao eleitorado”, sustentou.

Rio disse que “isso é um exercício muito difícil”. “Acho que consegui fazer bem, bastante bem até para aquilo que vejo à minha volta”, considerou, opinando que os méritos dividem-se entre si e o PSD e o CDS/PP.

“Tenho algum mérito, mas devo dizer que, até há um ou dois anos atrás, quer o PSD quer o CDS comportaram-se comigo de forma exemplar e, praticamente, nunca senti pressão que fosse para lá daquilo que fosse razoável e que me deixasse uma margem de decisão honesta para o fazer”. “Mas não sei se eu não tivesse a postura que tenho se não abria a porta para alguma pressão menos lícita. Porque não abri, porque perceberam e porque se comportaram direito, não foi para mim um problema muito sério”, reforçou.

Rio disse reconhecer que este “é efectivamente um problema muito sério e um conflito que é preciso saber dirimir no exercício dos cargos públicos”. O autarca, que cumpre o seu terceiro mandado como presidente da Câmara do Porto, eleito através de uma coligação entre o PSD e o CDS/PP, defendeu ainda que “é uma obrigação de quem está num cargo público ter seriedade suficiente para não gastar para lá do orçamento que tem”.

Nas eleições autárquicas deste ano, a coligação de direita desfez-se: Luís Filipe Menezes é o candidato do PSD à Câmara do Porto e o CDS decidiu apoiar a candidatura independente de Rui Moreira.

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