PS ameaça expulsar militantes que apoiem Guilherme Pinto na assembleia de Matosinhos

Actual autarca recolhe assinaturas para recandidatura independente, contra o escolhido pelo PS, o líder da concelhia António Parada.

Guilherme Pinto foi eleito pelo PS há quatro anos. Agora deverá candidatar-se como independente Fernando Veludo/NFACTOS

A concelhia de Matosinhos do PS oficializou na sua última reunião o “corte” com o actual executivo camarário, que ajudou a eleger há oito anos.

Guilherme Pinto, que entretanto se desfiliou do PS, prepara uma candidatura independente contra aquele que é o candidato escolhido pela concelhia, António Parada. O PS-Matosinhos exige agora aos seus representantes na assembleia municipal que “chumbem “ propostas não previstas no orçamento que tenham impacto na gestão futura do município.

Guilherme Pinto viu esta semana ser aprovada por unanimidade a deliberação da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista que renega o seu executivo. No qual se mantém, curiosamente, um único militante, o vice-presidente Nuno Oliveira. Os restantes elementos ou já eram ou passaram à condição de independentes nas últimas semanas.

Sem mão nas decisões da câmara, o PS vira-se agora para os 22 elementos que tem na assembleia municipal (13 eleitos e nove presidentes de junta, que têm assento neste órgão por inerência). Ernesto Páscoa - que assumiu a liderança da concelhia após a saída de António Parada, agora concentrado na candidatura à câmara - explicou ao PÚBLICO que os deputados do PS só deverão aprovar os documentos oriundos do executivo municipal que “decorram da execução do Plano de Actividades e Orçamento para 2013 já aprovado" ou de “actos de gestão corrente da autarquia que não violem a consciência cívica”. E desde que as decisões “não conduzam à criação de condições que dificultem o desempenho dos futuros órgãos autárquicos”, alertou.

Ameaça de expulsão
No limite, os eleitos que não seguirem as exigências do partido – e Ernesto Páscoa admite que possa haver quem, por fidelidade pessoal a Guilherme Pinto, tome essa opção – será alvo de processo disciplinar. Que, no limite, pode levar à expulsão do PS de militantes que se coloquem nessa posição, admitiu o líder concelhio.
 
 
 

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