A Pousada da Juventude de Melgaço vai poder ser utilizada como residência universitária pelos alunos da Escola Superior de Desporto e Lazer do concelho, durante o período lectivo.
Foi celebrado um acordo entre a instituição de ensino superior e a Movijovem, que permite que a pousada continue a funcionar, em vez de fechar portas, como estava previsto.
“É um acordo vantajoso para todos. Para os alunos, porque passam a ter um espaço de alojamento a preços idênticos aos praticados nas restantes residências universitárias, e para a Movijovem, tendo em conta a necessidade de garantir taxas de ocupação, sobretudo na época baixa”, explicou nesta segunda-feira à Lusa o presidente daquela escola, Luís Rodrigues.
Segundo a mesma fonte, este acordo, negociado ao longo de vários meses, foi celebrado já em Abril, entre a escola do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e a Movijovem, responsável pela gestão da rede nacional de Pousadas de Juventude. O protocolo prevê o pagamento mensal de 92 euros em quartos múltiplos ou 100,50 euros em quartos duplos. “Já tínhamos uma oferta local, mas, com este protocolo, vamos conseguir aumentar para entre oitenta a cem camas disponíveis para os nossos alunos aos mesmos preços que são praticados nos alojamentos das restantes escolas do IPVC”, acrescentou Luís Rodrigues.
A Escola Superior de Desporto e Lazer de Melgaço, uma das seis do IPVC, é frequentada por cerca de 150 alunos. Para 15 de Maio está prevista a inauguração das suas novas instalações, que custaram 4,5 milhões de euros, e se localizam precisamente junto à pousada - uma das que deveria ter encerrado durante o último Inverno, o que não aconteceu graças a um acordo com a autarquia local. A Câmara de Melgaço já se mostrou disponível para assumir a gestão daquela unidade, que poderá ser partilhada com a escola superior, tendo em conta o novo modelo previsto pelo Governo e que poderá reduzir as unidades próprias da rede nacional de 45 para cerca de 20, sendo as restantes “franchisadas”.
Segundo o Estudo de viabilidade da rede das Pousadas de Juventude, apresentado este ano pelo Governo, entre as pousadas cuja gestão será concessionada a outras entidades, públicas ou privadas, figura a unidade de Melgaço. Desenvolvido pela consultora Deloitte, o estudo apresenta dois cenários possíveis para a futura rede nacional de Pousadas de Juventude. O “cenário base” foi desenvolvido numa vertente “mais empresarial” prevendo 21 pousadas “em gestão própria”. As restantes 24 passariam a um modelo de “cedência de exploração a entidades terceiras”, integrando a rede “com base num modelo de franquia”, acrescenta o estudo.
A gestão própria da rede, no cenário base, seria mantida nas unidades de Viana do Castelo, Vilarinho das Furnas, Braga, Guimarães, Bragança, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Areia Branca, Catalazete, Lisboa, Parque das Nações, Évora, Beja, Arrifana, Portimão, Lagos, Faro e Tavira.
Em alternativa, é apontado um segundo cenário, “alinhado com as preocupações governamentais”, de se ter uma pousada em gestão própria “em todos os distritos de Portugal continental”. Este modelo considera 22 pousadas próprias, com 1.936 camas, 20 “franchisadas” e três na propriedade dos respectivos municípios.

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