A PJ do Norte anunciou hoje ter remetido ao Ministério Público do DIAP do Porto um inquérito que envolveu 62 arguidos suspeitos de burlar a Segurança Social e de lesar o Estado em cerca de um milhão de euros.
Em comunicado, a Polícia Judiciária, através da directoria do Norte, refere ter investigado uma organização criminosa que lesou o Estado “em valores muito elevados”, sendo que, “no seu global, foi apurado cerca de um milhão de euros de fraude consumada e outro tanto a título de tentativa”.
A organização terá actuado “de forma concertada e permanente” e com “conhecimento profundo dos mecanismos de funcionamento da Segurança Social, nomeadamente ao nível do subsídio de desemprego, do subsídio de doença e das pensões de reforma”.
Segundo a PJ, a investigação teve origem numa participação do Instituto da Segurança Social, “na sequência da recolha de suspeitas da prática do crime de burla tributária contra a Segurança Social, decorrente de acções inspectivas realizadas por aquele organismo público”.
Durante as acções “foram detectadas variações não justificadas no valor das remunerações declaradas por determinados contribuintes em relação a diversas pessoas singulares” que “intentaram requerimentos com vista à concessão de subsídio de doença ou de desemprego”.
No âmbito do inquérito, a PJ do Norte efectuou sete detenções (um técnico oficial de contas e seis empresários), constituiu 62 arguidos (nove dos quais empresas) e inquiriu 161 testemunhas.

Comentar