PJ do Norte concluiu investigação a organização que burlou Segurança Social

Fraudes levadas a cabo pelo grupo terão chegado ao milhão de euros, estima a Judiciária.

Segurança Social detectou burlas durante acções inpectivas Fábio Teixeira

A PJ do Norte anunciou hoje ter remetido ao Ministério Público do DIAP do Porto um inquérito que envolveu 62 arguidos suspeitos de burlar a Segurança Social e de lesar o Estado em cerca de um milhão de euros.

Em comunicado, a Polícia Judiciária, através da directoria do Norte, refere ter investigado uma organização criminosa que lesou o Estado “em valores muito elevados”, sendo que, “no seu global, foi apurado cerca de um milhão de euros de fraude consumada e outro tanto a título de tentativa”.

A organização terá actuado “de forma concertada e permanente” e com “conhecimento profundo dos mecanismos de funcionamento da Segurança Social, nomeadamente ao nível do subsídio de desemprego, do subsídio de doença e das pensões de reforma”.

Segundo a PJ, a investigação teve origem numa participação do Instituto da Segurança Social, “na sequência da recolha de suspeitas da prática do crime de burla tributária contra a Segurança Social, decorrente de acções inspectivas realizadas por aquele organismo público”.

Durante as acções “foram detectadas variações não justificadas no valor das remunerações declaradas por determinados contribuintes em relação a diversas pessoas singulares” que “intentaram requerimentos com vista à concessão de subsídio de doença ou de desemprego”.

No âmbito do inquérito, a PJ do Norte efectuou sete detenções (um técnico oficial de contas e seis empresários), constituiu 62 arguidos (nove dos quais empresas) e inquiriu 161 testemunhas.

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