A Polícia Judiciária anunciou esta terça-feira a apreensão de mais de uma centena de peças de arte em gesso, encontradas na véspera numa loja do Porto, que terão sido roubadas ou falsificadas.
As obras são parte do espólio do mestre Baganha, doado ao Estado e propriedade do Museu Nacional Soares dos Reis, que actualmente está depositado no chamado Museu do Estuque.
Peças em gesso e moldes originais terão sido roubadas por uma técnica de restauro que trabalhou para uma empresa ligada ao Museu do Estue que possui os direitos exclusivos da reprodução das peças do mestre Baganha, um especialista em elementos decorativos em estuque.
A Directoria do Porto da PJ encontrou obras porque a presumível autora dos crimes tinha criado outra empresa e "publicitava através de página na Internet a venda e restauro de peças”, lê-se numa nota. A suspeita ainda não foi localizada pela polícia, encontrando-se actualmente “em parte incerta”.
A empresa presumivelmente lesada, a Crere, foi responsável por vários restauros famosos, como o painel de azulejos Ribeira Negra, de Júlio Resende, recuperado entre Abril e Outubro do ano passado no Porto. Esta firma foi ainda responsável pelo restauro do Salão Árabe do Palácio da Bolsa, também no Porto, entre 2009 e 2010.
Reproduções das peças em gesso do mestre Baganha chegaram a estar à venda na loja do Museu Nacional Soares dos Reis, na sequência de um protocolo realizado entre a Crere o museu.

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