A revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Coimbra, que será debatida pelo executivo camarário nesta segunda-feira, mantém “quase inalterável” a área urbanizável do concelho, revelou o vereador responsável pela gestão urbanística, Paulo Leitão.
Embora a proposta de revisão do documento preconize um “aumento de 3% dos solos” passíveis de serem urbanizados, “há zonas urbanas que deixarão de o ser”, sublinhou o vereador, adiantando que estas zonas “quase anulam o crescimento” previsto.
Aquela percentagem é, por outro lado, inferior aos 10% de aumento da área para construção admitido no actual PDM de Coimbra, aprovado em 1994, acrescentou Paulo Leitão.
“O aumento de solos urbanos” proposto destina-se, “essencialmente, a zonas industriais”, para a “instalação de unidades tecnológicas”, salientou o vereador.
Esta é primeira revisão do PDM tem como objectivo promover “a concentração da habitação” e “a reabilitação da habitação degradada”, que, advertiu Paulo Leitão, “já não se restringe apenas aos centros urbanos” e às zonas históricas.
Um dos “mecanismos previstos para incentivar a reabilitação urbana” aponta para a “disponibilização de créditos de construção” em zonas urbanizáveis a quem promover a recuperação de edifícios degradados, designadamente, nas zonas históricas, explicou o vereador.
O PDM de Coimbra, cujas intenções de revisão vêm sendo anunciadas pelos sucessivos executivos municipais, desde 2000, poderá entrar em discussão pública no final do primeiro trimestre de 2013, admitiu o autarca.
Antes de entrar em fase de discussão pública, a proposta de revisão do PDM, depois de aprovada pelo executivo municipal, tem de ser apreciada pelas comissões de Acompanhamento e de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

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