Moradores de bairros sociais de Guimarães protestaram contra aumento de rendas

Cerca de mil moradores aprovaram uma moção queixando-se de repúdio. Alguns bairros não têm obras há 30 anos, dizem.

O bairro de Gondar é um dos afectados pelos aumentos nas rendas André Amaral

Os moradores dos bairros do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) em Guimarães protestaram esta tarde contra o aumento de rendas anunciado que afirmam “não ter em conta” o estado de conservação das habitações.

Os cerca de mil moradores dos bairros de Gondar, Feijoeira, Atouguia, Senhora da Conceição e São Gonçalo aprovaram ainda uma moção de “repúdio” pelos aumentos anunciados e afirmam “não ter culpa” da “situação do Estado”.

Segundo as associações de moradores os aumentos “em alguns casos” serão, até Maio de 2016, de “seis mil por cento”, um valor “incomportável” para aquelas famílias e lembraram que muitas das habitações foram “deixadas ao abandono” pelo IHRU durante três décadas. “Os aumentos previstos não têm em conta o estado de conservação das habitações nem as pessoas que nelas habitam”, reclamaram os moradores que, durante o protesto, que terminou com uma marcha pela cidade, aprovaram uma moção de desagrado.

No texto, repudiam de igual forma “os aumentos já anunciados para a Feijoeira, Atouguia, São Gonçalo e Gondar” porque, justificam, “estes bairros continuam com problemas e sem qualquer tipo de obras desde a sua construção”. Aliás, lembram, “muitos deles não têm condições de habitabilidade condigna, com degradação visível quer no interior quer no exterior, contrariando a Constituição da República quer diz que todos têm direito a uma habitação condigna”.

Embora concordem com o “argumento” do IHRU, que defendeu o aumento anunciado como uma actualização das rendas, que não era feita, em alguns casos, há mais de 30 anos, os moradores defendem que não podem ser “penalizados” pela “inércia” daquele instituto publico. “Não foi por culpa nossa que as rendas nunca foram revistas. É verdade que assim foi, mas também é verdade que temos vindo a pagar do nosso bolso todas as obras e intervenções nos bairros”, argumentaram.

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues