Ministro da Economia reafirmou empenho em concluir Túnel do Marão

Questionado por deputado de "Os Verdes", Álvaro Santos Pereira não apontou prazo para o retomar da obra.

A obra do Túnel do Marão está parada há 18 meses Paulo Pimenta

O ministro da Economia afirmou esta sexta-feira, na Assembleia da República (AR), que o Governo continua empenhado em concluir a Auto-Estrada do Marão, que inclui um túnel com 5,6 quilómetros e cuja obra está parada há 18 meses. “Não só reservamos fundos comunitários como temos feito tudo o que está ao nosso alcance para conseguir ultrapassar os problemas que existem neste momento”, afirmou Álvaro Santos Pereira.

 

O ministro respondia a um pedido de esclarecimentos lançado pelo deputado do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), José Luís Ferreira, no decorrer de um debate parlamentar com o governante. Perante a insistência do parlamentar sobre a questão da Auto-Estrada do Marão, que vai ligar Amarante a Vila Real, Álvaro Santos Pereira apenas reafirmou o empenho do Governo na conclusão da obra.

O ministério já fez saber que, no âmbito da reprogramação do Quadro de Referência Estratégico Nacional, foram reservados 200 milhões de euros para a auto-estrada, não se sabendo, no entanto, como e quando o dinheiro vai ser aplicado. O que se sabe é que se mantém o impasse entre o Governo e o consórcio construtor liderado pela Somague.

Já este mês, e pela segunda vez, “Os Verdes” entregaram questões na AR, dirigidas ao Ministério da Economia e Obras Públicas, sobre o Túnel do Marão. Através dessas questões, José Luís Ferreira queria saber quais os motivos que “justificam a demora na resolução deste problema”, a “quem será imputada a responsabilidade, em termos de custos, pela paralisação da obra” e quais “os custos acrescidos que terão de pagar os portugueses pela irresponsabilidade na condução deste projecto”.

Segundo “Os Verdes”, a “suspensão da obra afectou 1400 postos de trabalho, levou à falência mais de 40 empresas e teve um forte impacto negativo na economia da região”. Ao longo destes meses de obras paradas, por diversas vezes, autarcas, empresários e sindicalistas mostraram-se também preocupados e reivindicaram o reinício dos trabalhos.

A construção da Auto-Estrada do Marão, que inclui o maior túnel rodoviário da Península Ibérica, começou no Verão de 2009. A primeira previsão para a conclusão da obra apontava para o início de 2012. Entretanto, duas providências cautelares interpostas pela empresa Águas do Marão obrigaram a duas paragens na escavação do túnel, num total de oito meses.

Em Fevereiro de 2011, aquando de uma visita do então primeiro-ministro, José Sócrates, à obra, o presidente do conselho de administração da Auto-Estrada do Marão, Francisco Silva, previa fazer a ligação entre as duas frentes no prazo de um ano, concluindo assim a parte de escavação. Na altura, este responsável referiu ainda que o prazo de conclusão da obra apontava para Novembro de 2012.

Em Junho de 2011, e pela terceira vez, os trabalhos foram suspensos. Actualmente, a construção desta auto-estrada tem um atraso global de 26 meses.
 
 
 

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