O metro de Lisboa deverá estar parado nesta quarta-feira a partir das 23h30 devido à greve dos trabalhadores, disse a empresa, adiantando que a Carris vai reforçar algumas carreiras para compensar a falta do transporte subterrâneo.
A Federação dos Sindicatos dos Transportes (Fectrans) convocou uma greve de 24 horas para quinta-feira, mas a administração da empresa considera que a paralisação pode ter reflexos já a partir da noite desta quarta-feira e até à 1h de sexta-feira.
A greve foi convocada porque a “administração do Metropolitano de Lisboa não dá qualquer resposta concreta às questões apresentadas pelas organizações de trabalhadores”, referiu a Fectrans em comunicado. A empresa já admitiu que os serviços do metro vão estar parados e adiantou que a situação deve ficar normalizada a partir das 6h30 de sexta-feira.
Uma vez que não foram fixados serviços mínimos para a greve, o Metropolitano fez saber que a Carris vai reforçar algumas das suas carreiras coincidentes com os eixos servidos pelo metropolitano, designadamente a carreira 736, entre o Cais do Sodré e o Campo Grande. “Este reforço será efectuado através da colocação em serviço de um número suplementar de autocarros, pelo que não será afectado o normal funcionamento do serviço da Carris”, indicou a empresa numa nota.
Esta será a quarta greve que os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa fazem neste ano, depois de três paralisações parciais, a que se somam, no ano passado, mais oito greves, cinco das quais parciais, sempre pelas mesmas razões: estão contra o que classificam como o desmantelamento da empresa (fusão com a Carris) e o ataque sistemático aos seus direitos laborais (redução ou corte de subsídios).

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