Metro de Lisboa adopta carruagens que permitem transportar mais passageiros

Três carruagens têm agora bancos corridos laterais, ao estilo americano. Experiência não deve estender-se ao resto da frota, no curto prazo.

Composição renovada pode andar em qualquer uma das linhas do metro Carla Rosado/Arquivo

O Metro de Lisboa renovou o interior de algumas carruagens, adoptando o modelo de bancos corridos laterais, que deixa mais espaço livre em pé e permite transportar mais 2,5% de passageiros do que o modelo convencional.

Segundo a empresa, foram alterados os revestimentos e os bancos de apenas uma composição com três carruagens, que poderá circular em qualquer linha da rede. Esta alteração permite aumentar em 2,5% a lotação máxima de cada carruagem (que ronda as 170 pessoas), “bem como [proporcionar] uma mais fluida entrada e saída de passageiros nas estações”, refere a empresa.

A notícia sobre o novo modelo de carruagens foi avançada na quinta-feira pelo semanário Sol. Em resposta às questões do PÚBLICO, nesta segunda-feira, a administração do Metro de Lisboa afirma que a intervenção se limitou a duas unidades protótipo da série ML90, que entrou em circulação em 1993, e que esta alteração “não terá influência no intervalo entre comboios, ou mesmo no pessoal necessário para a sua operação”.

A empresa garante também que “não está prevista, no curto prazo, a remodelação das restantes unidades da frota”.

As alterações foram feitas a propósito de uma “necessidade pontual de refrescamento” dos bancos, chão e revestimentos laterais daquelas duas unidades, devido ao desgaste provocado pela utilização. “Numa das duas unidades a intervencionar foi decidida a reconfiguração dos bancos de passageiros para disposição longitudinal, para avaliação da solução em contexto operacional”, explica a empresa.

Este novo modelo permite aumentar o número de passageiros transportados, que tem vindo a cair. No ano passado, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, o Metro de Lisboa transportou cerca de 154 milhões de pessoas, menos 24,3 milhões do que no ano anterior.
 

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