Mau tempo provoca inundações e subida do rio Lima

Subida rápida do rio. Em Ovar os campos agrícolas estavam alagados.

O rio Lima subiu esta sexta-feira mais de dois metros e obrigou à retirada de dezenas de viaturas do areal junto à vila de Ponte de Lima, disse o comandante dos bombeiros locais. Em Ovar, o comandante dos bombeiros voluntários adiantou que as piores situações locais motivadas pelo mau tempo foram campos inundados e alguma água em caves da cidade e casas próximas da ria, mas garantiu que "o pior já passou".

 

Segundo o comandante dos bombeiros de Ponte de Lima, Carlos Lima, o pico da subida aconteceu cerca das 14h00 e a água esteve a poucos metros da avenida marginal da vila, inundando totalmente uma área de mais de 100 metros de largura por 600 de extensão.

"Temos tido algumas cheias, mas esta foi a subida mais rápida dos últimos dez anos, levou menos de duas horas e subiu entre dois a três metros", explicou o comandante dos voluntários.

O areal junto ao centro histórico de Ponte de Lima é utilizado para estacionamento diário de dezenas de viaturas, as quais foram retiradas poucas horas antes da subida da água do rio Lima.

"Face ao alerta de mau tempo que tínhamos recebido, logo pelas 9h, em conjunto com a PSP, começámos a retirar as viaturas e a situação não causou prejuízos a ninguém. É mais o momento turístico", admitiu, a propósito das dezenas de pessoas que se avolumaram durante o dia nas margens de Ponte de Lima.

A chuva intensa, o elevado caudal dos afluentes, rios Labruja e Vez, além dos "efeitos da maré", levaram à concretização de um cenário já visto noutros anos.

Durante a tarde, segundo os bombeiros, o nível das águas desceu mais de 30 centímetros. Só em Ponte de Lima, os bombeiros receberam nas últimas horas cerca de 20 pedidos de socorro, entre quedas de árvores na via pública, inundações e deslizamento de terras.

Segundo António Borges, dos bombeiros de Caminha, a ponte românica sobre o rio Coura, na freguesia de Vilar de Mouros, está cortada à circulação automóvel desde o final do dia de quinta-feira: "O rio subiu cerca de meio metro e galgou as margens. O acesso à ponte deixou de ser possível, tal como aconteceu noutros anos."

Rio Cáster transbordou
 "A zona mais a sul do concelho, junto à ria, foi a mais afectada, porque o rio Cáster transbordou e alagou os campos. Depois, acabou por entrar água em algumas casas dessa zona, na Ribeira, e também nas caves das garagens do centro de Ovar, mas o pior já passou, porque a maré está agora a começar a vazar e a chuva já diminuiu", prosseguiu a mesma fonte. Não houve quaisquer vítimas, nem prejuízos materiais.
José Américo Sá Pinto, vereador da Câmara de Ovar, com o pelouro da Protecção Civil, acrescenta que duas outras situações a exigir vigilância foram a marginal do Furadouro, com "o mar a chegar à estrada", e a zona da Barrinha, onde "a maré muito forte não estava a deixá-la vazar".
Em todo o caso, o autarca assegura: "Não houve nada digno de muita preocupação, nem prejuízos materiais significativos. Agora, é mais uma questão de se manter a vigilância, já que a maré está a descer e a chuva também está a diminuir de intensidade."
 
 

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