Maquinistas no Metro Sul do Tejo em greve nas horas de ponta durante cinco dias

A MST refuta as acusações do sindicato Foto: Miguel Manso

Maquinistas do Metro Sul do Tejo vão fazer greve entre os dias 15 e 19 de Outubro, nos períodos do início da manhã e do final da tarde, disse hoje à Lusa o presidente do Sindicato dos Maquinistas.

“Vamos realizar greve entre os dias 15 e 19 de Outubro, das 6h30 às 9h30 e das 17h às 20h, pois a empresa não tem mostrado abertura para a negociação do acordo de empresa. Apesar de alguns encontros, tem negado a negociação ao sindicato e trabalhadores”, explicou António Medeiros.

O sindicalista refere que existem subsídios que não estão contemplados no acordo de empresa, como o caso do subsídio de transporte e o subsídio de escalas, e que é indispensável negociar.

“Defendemos que é a negociar que se resolvem os problemas, como aconteceu no Metro do Porto. Tem que se criar condições, mas, para isso, precisamos de receptividade da empresa para negociar o contrato colectivo e as condições de trabalho dos maquinistas”, defendeu.

Contactada pela Lusa, a empresa Metro Sul do Tejo (MST) referiu, em comunicado, que refuta as acusações do sindicato de recusa de negociação, assegurando que “tem cumprido todos os trâmites a que está legalmente obrigada” no âmbito do processo de negociação do acordo de empresa.

“Acresce o facto de que as negociações foram interrompidas por iniciativa do sindicato. A MST não só está de acordo com a existência de um subsídio de transporte e de escalas para os trabalhadores, como foi a própria a propor a sua existência”, explica.

A empresa repudia “todas e quaisquer críticas do sindicato acerca das condições de trabalho ou segurança dos trabalhadores” e afirma que está a tomar “as medidas necessárias no sentido de minimizar qualquer impacto que a greve possa causar”.

Sobre os efeitos da greve, António Medeiros lembrou que cerca de 65% dos maquinistas são afectos ao sindicato e que espera uma adesão grande.

“Não se espera uma paralisação completa das ligações, mas tendo em conta que 65% são associados, apenas deve dar para manter os serviços mínimos”, referiu.

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