O Governo já tem solução para retomar a ligação aérea entre Lisboa e Bragança, que deve passar pela subsidiação dos bilhetes, estando apenas dependente da aprovação de Bruxelas, disse o secretário de Estado dos Transportes.
A ligação entre Trás-os-Montes e Lisboa, que se manteve ininterruptamente nos últimos 15 anos, foi interrompida no final do mês de Novembro para rever os moldes de financiamento, por a União Europeia não autorizar o actual modelo. O Estado comparticipava a ligação, anualmente, com 2,5 milhões de euros.
O secretário de Estado Sérgio Monteiro explicou que a ligação “era subsidiada à rota”, o que deixou de ser possível desde a construção da Auto-estrada Transmontana, já que a inexistência desta infra-estrutura é que justificava aquele modelo.
“Estamos a estudar a implementação de um sistema semelhante ao que existe na Madeira, em que o subsídio é feito ao bilhete e não à rota, ou seja, o subsídio deixa de ser dado ao operador e passa a ser dado aos residentes”, adiantou o secretário de Estado. “Estávamos a subsidiar os que voavam e os que não voavam. A taxa de ocupação era abaixo de 50% e estávamos a pagar pela rota mesmo que ninguém aproveitasse”, acrescentou. A solução está a ser ultimada com a Comissão Europeia e, “quando houver luz verde, qualquer operador que esteja credenciado” pode fazer a ligação, acrescentou o governante
A Aerovip, a empresa que fazia a ligação aérea Bragança-Vila Real-Lisboa nos últimos três anos, assegurou, na altura em que suspendeu os voos, que o Governo nunca lhe expôs o “problema” do financiamento” e afirmou duvidar de outros modelos como uma subvenção ou ajuda aos bilhetes.
A carreira aérea tem tido uma média de 10 mil passageiros por ano que, sem apoio do Estado, teriam de pagar um bilhete quase seis vezes mais caro do que os actuais cerca de 60 euros entre Bragança e Lisboa.

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