Incêndio no centro de Lisboa destrói prédio de oito pisos em recuperação

Fogo na Avenida António Augusto Aguiar foi controlado e habitantes dos prédios mais próximos regressaram a casa.

Um incêndio que deflagrou na madrugada desta terça-feira num prédio devoluto de oito pisos que estava a ser recuperado no centro de Lisboa deixou o interior do edifício completamente destruído. O fogo foi entretanto extinto.

O trânsito estava esta manhã cortado em frente ao número 84 da Avenida António Augusto Aguiar, em ambos os sentidos. Esta é uma das avenidas mais movimentadas da capital, fazendo a ligação entre a Praça de Espanha e o Marquês de Pombal, pelo que ao início da manhã a circulação naquela zona foi difícil.

O alerta foi dado às 3h38 por um morador e segundo adiantou ao PÚBLICO o segundo comandante do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa, major Carlos Monteiro, os bombeiros chegaram ao local às 3h40. Nessa altura o prédio "estava já tomado pelo fogo", diz a mesma fonte. O fogo foi extinto às 6h19 e às 11h ainda estava em curso o rescaldo, mais demorado devido à "enorme carga térmica" existente no edifício.

Segundo o PÚBLICO constatou no local, a fachada do edifício está de pé e escorada por andaimes, mas o interior de madeira ficou bastante danificado. Segundo explicou o major Carlos Monteiro, a primeira preocupação dos bombeiros foi garantir que as chamas não se propagassem aos edifícios contíguos (dois de habitação e um de escritórios). Por precaução algumas pessoas foram retiradas das habitações mais próximas, mas regressaram a casa mal o fogo foi considerado extinto. "Nenhum dos edifícios contíguos foi atingido pelas chamas", garante a mesma fonte.

O prédio, construído no início do século passado, estava devoluto desde 2002, ano em que sofreu outro grande incêndio que obrigou à saída dos moradores. Segundo um comerciante da zona, houve outro incêndio há cerca de oito anos, que consumiu a cobertura. 

Actualmente, tinha alvará para obras de ampliação, com conclusão prevista para 2 de Fevereiro de 2012. Segundo os testemunhos recolhidos no local, as obras, a cargo da empresa Bogaris Residential, só terão começado há cerca de três meses e terá mesmo havido uma intimação da Câmara de Lisboa nesse sentido, mas o PÚBLICO não conseguiu ainda confirmar esta informação junto da autarquia. 

Os trabalhadores presentes no local não se mostraram disponíveis para prestar declarações, assim como o encarregado da obra, que recusou falar ao PÚBLICO.

No combate ao incêndio estiveram 51 bombeiros, apoiados por 15 veículos de socorro. As causas do incêndio são, para já, desconhecidas e a Polícia Judiciária está a investigar o caso.

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